Grupo de moradores da Zona velha Queremos uma cidade. Queremos uma cidade com gente, com habitantes, com moradores. Queremos uma cidade com lei, uma cidade para todos. Queremos viver a nossa cidade. Não queremos uma cidade vazia. Não queremos uma cidade com edifícios recuperados mas sem moradores. Não queremos uma cidade fantasma. Não queremos uma cidade de tascas onde prolifera o álcool, onde o ruído nocturno atinge níveis insuportáveis. Não queremos uma cidade onde à noite, grupos de jovens embriagados, urinam em cada esquina, atiram copos e garrafas para a via pública e provocam tal ruído que impedem os cidadãos residentes do sossego a que têm direito. Ao contrário do que apregoa,a política da autarquia do Funchal não é de repovoar a cidade. Os exemplos que adiante citaremos, comprovam que o objectivo é sim desertificá-la. O constante “licenciamento” de bares e a não aplicação da lei do ruído, mostram que esta vereação, tal qual a anterior, pretendem uma cidade sem moradores para transformá-la numa cidade-tasca. A zona velha da cidade é o protótipo deste objectivo macabro. O actual presidente da autarquia funchalense, representante de uma força política que usava como slogan “primeiro as pessoas”, eleito numa coligação intitulada “mudança”, não só nada mudou, como se esqueceu das pessoas. Será que esta política se insere na legalização da poncha? Que interesses obscuros justificam esta permanente atitude, lesiva dos direitos dos moradores da zona velha? Queremos e lutaremos por uma cidade com gente, uma cidade com moradores. Queremos e lutaremos por uma cidade onde possamos ser felizes. Queremos e lutaremos pela aplicação da lei.