Idalécia Henriques 2015 tem sido um ano com desafios novos e neles tenho tido a oportunidade de conhecer parte da realidade do serviço público de saúde, embora penso que as dificuldades devem ser gerais a todas as especialidades. A começar pela UCINP. Uma equipa fantástica: competente e humana, que sobrevive com recursos materiais escassos. Outro serviço é o da imagiologia. Dirigi-me ao serviço para saber quando é que os meus bebés (gémeos prematuros) fariam a ressonância. A resposta que obtive foi que o aparelho estava avariado e que depois me contactavam. E assim foi. No dia 5 de outubro às 9:30h. No momento informaram-me que o aparelho onde seriam encaixados estava avariada. Os técnicos na mesma tentaram fazer o exame, mas como os bebés com 3 meses se mexem, não foi possível fazê-lo. Por isso contactaram-me para dirigir-me novamente no dia 12 do mesmo mês. O primeiro bebé foi imobilizado e estava a dormir. Excelente! Chega à sala de exame a alavanca da ressonância prende. Os técnicos conseguiram resolver o problema passado algum tempo, mas entretanto o bebé acorda. Segue o meu outro bebé e corre bem. Agora vamos ao primeiro novamente mas sem sucesso. Tem que ser sedado! Surge outro problema. A ressonância feita com anestesia está avariada e informaram-me que “não sabem se fica pronta na próxima semana, daqui há um mês ou daqui há um ano”. E agora? Resta aguardar. Denuncio esta situação publicamente para em primeiro lugar louvar o dia a dia dos técnicos, assistentes operacionais, enfermeiras e médicos que têm que gerir estas dificuldades materiais (e por vezes humanas, porque também há falta de recursos humanos) para darem o seu melhor. Muito obrigada! E em segundo lugar para que as pessoas que até passam por situações bem mais complicadas que a minha denunciem e exijam ao governo que resolvam estas dificuldades. Faço um apelo ao SESARAM que preze a saúde e o bem estar de todos e que para tal vá ao terreno conhecer as lacunas e atenuá-las e até mesmo eliminá-las.