C. S. R. Parabéns à Escola Francisco Franco pela comemoração do 126.º aniversário e felicitações a todos os alunos que por mérito pessoal integraram os quadros de honra e de excelência.

Como Encarregado de Educação, assisti à cerimónia do início ao fim, mas pouco ouvi devido ao barulho ensurdecedor de, aproximadamente, um terço de alunos que ao fundo do ginásio, onde decorreu o evento, perturbavam colegas, professores, pais e entidades convidadas. Diria mesmo que exibiam a sua má educação e não euforia que, neste contexto, deve ser considerada como uma alegria intensa de assistir e aplaudir os colegas premiados. Percebeu-se que ali estavam para celebrar mais um feriado ou ocupação de tempo livre.

Mas pior que o barulho e calor que se fazia sentir foi a desilusão que apanhei pelo facto de ali estar à espera de aplaudir a minha filha proposta para integrar o quadro de excelência com média de 18,8 valores e isso não aconteceu.

Quase no fim da cerimónia, sem que ouvisse o seu nome, dirigi-me a ela para saber o que se passava, quando a minha princesa, triste e desiludida disse-me quase sufocada: entregaram-me o diploma a um canto do ginásio porque não havia mais tempo para apresentar individualmente os restantes alunos e afinal não integro o quadro de excelência como prometido, mas sim o quadro de honra.

Se nesta escola os alunos do quadro de excelência devem obter média igual ou superior a 18 valores, penso que a minha filha, professores e família, que tanto contribuem para o seu sucesso escolar merecem uma explicação bem fundamentada por parte do Sr. Presidente António Pires, sobre a decisão tomada.

Apesar do sucedido a média pertence-lhe por mérito pessoal e não será por lapso ou insensatez que uma aluna persistente, organizada e disciplinada deixará de focar-se nos objectivos que traçou para alcançar o sucesso escolar e profissional.