Filipe Ribeiro De 25 de setembro a 4 de outubro decorre a 41ª Edição da Feira do Livro, na placa central da Avenida Arriaga e no Teatro Baltazar, pelo segundo ano consecutivo organizada pela Câmara Municipal do Funchal. A feiro do livro é bem mais que várias tendas ao ar-livre com o intuito de vender livros e aqui reside a minha crítica à organização do evento.
Noto que a feira do livro perdeu muita da dinâmica que tinha, uma dinâmica que tornou da feira, uma festa, a festa do livro. Um bom livro precisa sempre de boa publicidade, de uma boa capa, de frases cativantes, para que possa convencer o seu leitor a ganhar algumas horas a lê-lo. O mesmo se passa com a feira, é preciso uma imagem simpática, publicidade a condizer e motivar o cidadão a vir conhecer os livros, vir conhecer os escritores, vir respirar a cultura.
Infelizmente, a feira do livro perdeu identidade nestes dois anos, agora que é organizada pela Câmara Municipal do Funchal. É um evento demasiado cinzento, que não tem a capacidade de entusiasmar os cidadãos a visitar, não consegue ser cativante e temos assistido aos eventos com uma pobreza de espectadores. Os escritores mereciam maior dinâmica, mereciam mais respeito e mereciam mais público. É um evento sem paixão e sem criatividade.
O foco está demasiado no negócio, pouco no tudo o resto que rodeia a feira do livro. Depois, admiram-se que os cidadãos andem afastados da cultura.
Não há capacidade de despertar interesse, de despertar curiosidade, de despertar entusiasmo e sobretudo necessidade. E aqui é a falta de competência dos profissionais da Câmara Municipal do Funchal para organizar este tipo de eventos. Falta-lhes experiência e é uma mudança funcional que se paga mais caro, do que custava a festa do livro.
Devolvam a alegria, o entusiasmo, o cheiro agradável dos livros aos cidadãos, devolvam ao Funchal a Festa do Livro, não deixem morrer um evento que cresceu imenso e que faz parte da agenda da baixa do Funchal. Devolvam a paixão que se tem pela Cultura e não deixem morrer a Festa do Livro, como outrora era conhecida. Não tornem a Festa do Livro um evento banal, algo que vai acontecendo com algumas acções que têm desenvolvido na Cidade do Funchal.