A 29 de Março, os eleitores da Madeira e do Porto Santo serão confrontados com uma escolha que marcará o seu futuro. Terão de optar entre o PSD-M e o CDS-PP M, partidos mais bem posicionados para formar Governo. Os cidadãos são soberanos e devem optar de acordo com a sua consciência, mas compete-me relembrar alguns factos – propostas - que muitas vezes, subjugados à vertigem da informação que rege os nossos dias, são esquecidos. Através deles, é possível perceber o trabalho feito ao longo dos últimos anos pelo nosso partido, trabalho esse que mostra coerência, capacidade de intervir nas situações que mais preocupam os Madeirenses e Portosantenses, conhecimento técnico e criatividade. Começo por relembrar os dois votos contra o Orçamento de Estado, decisões tomadas após termos percebido que os interesses da Madeira não estavam acautelados. Quando outros se encolheram, nós demos a cara, com coragem. Mas vamos a outras questões. As verbas destinadas aos partidos e grupos parlamentares representados na Assembleia Legislativa Regional foram reduzidas em 40%, por proposta do CDS-PP M, proposta essa, aliás, feita desde o primeiro ano da legislatura. À terceira, a maioria aprovou-a. Não fez mais do que a sua obrigação. Naquilo que respeita ao PAEF - que o PSD-M decidiu prolongar por mais um ano com o beneplácito do seu novo líder – fomos pioneiros a exigir a renegociação, de forma a que não asfixiasse as famílias e o tecido produtivo regionais. Propusemos, na Madeira e em Lisboa, que a Região recebesse uma percentagem das receitas das privatizações de empresas públicas nacionais, o que representaria a entrada, nos cofres regionais, de uma verba que variaria entre os 80 e os 120 milhões de euros. No que concerne aos transportes, defendemos, desde que foi negociada a liberalização, a fixação de um teto máximo para os valores a pagar, em cada passagem aérea, pelos Madeirenses e pelos Portosanteses. Defendemos ainda a extensão do subsídio de mobilidade ao transporte marítimo. O tempo deu-nos razão. Sobre os portos, propusemos a isenção da taxa de uso portuário (TUP Carga) para toda a carga movimentada nos portos da Região, algo que contribuiria para baixar os custos dos bens na Madeira e no Porto Santo, repercutindo-se numa descida acentuada do custo de vida. Falando de economia, propusemos a criação de uma agência de captação de investimento externo, com ligação às comunidades madeirenses, com o objetivo claro de captar investimento para a Região. Avançámos com a ideia de centralizar a promoção do destino Madeira numa só entidade, maximizando recursos. Propusemos que às unidades de restauração e de hotelaria que optassem pelos produtos regionais, fossem atribuídos incentivos, potenciando assim a produção local. Na saúde, apresentámos a ideia do “cheque cirurgia”, para combater as listas de espera, e explicámos ao Governo Regional como construir o novo Hospital. Estas são apenas algumas das propostas que fizemos nos últimos quatro anos. Muitas mais havia a destacar, na Madeira e em Lisboa, mas o espaço que o Diário que concede é necessariamente limitado. Termino com uma pergunta aos leitores. Concordam com todas as propostas que elenquei? Se concordam, peço-lhes para pensar nelas quando decidirem. Se o fizerem, perceberão a utilidade de reforçar o CDS-PP M.
Rui Barreto Deputado do CDS na AR