Gastos milionários em espectáculos efémeros (e eleitoralistas) que ‘viciaram’ a população madeirense na ‘borla’, tornando-a quase incapaz de ainda hoje pagar um ingresso para ver Cultura. Implementação consciente de uma subsidiodependência que tirou grande parte da capacidade de iniciativa e cortou a visão crítica da maioria das instituições culturais. E construção de espaços culturais desmesurados e sem uma programação sustentada e contínua.

Deixando para trás tudo aquilo que de errado foi feito na área cultural e aproveitando o que de bom também foi feito, não só em termos de conservação do património e da educação artística, mas também ao nível do aproveitamento de fundos europeus para o financiamento de festivais culturais de qualidade, importa a partir de agora olhar para o novo ciclo que aí vem, que se espera que traga uma nova forma de governar a Madeira, também ao nível da Cultura.

Embora sabendo que o ‘parente pobre’ não irá deixar de o ser tão cedo, será interessante observar, numa primeira fase, a teórica, que espaço é que os vários protagonistas políticos reservam para a Cultura nos seus programas de governo às eleições Regionais, e numa segunda fase, a prática, quem é que vai ser escolhido (ou mantido) na área cultural e que reformas é que vai proceder no sector. Por uma nova Agenda Cultural na Madeira.