José Macedo No passado Domingo, fui assistir ao jogo Marítimo – Benfica, sendo a primeira vez que entrei nos Barreiros após esta fase da remodelação. A parte já disponível do Estádio remodelado estava bem composta com espectadores, mas, pelas cadeiras vazias que se observavam, acredito que facilmente se arrumavam todas as pessoas que estavam em uma das bancadas atrás das balizas, nos espaços sobrantes na bancada oposta e na nova central já existente. Quero com isto dizer que o Benfica, numa dinâmica de vitória e a defender o primeiro lugar do Campeonato, apenas consegue encher metade da futura capacidade do novo Estádio. As restantes equipas (excluindo talvez o Porto e o Sporting), levarão aos Barreiros os sócios mais dedicados e meia dúzia de borlas. É inaceitável que não se tenha optado pela única solução racional de, no máximo, cobrir as antigas Bancadas Central, Laterais e Cabeceiras, deixando em aberto a possibilidade de as prolongar sobre as antigas cabines, aproveitando a orografia do terreno que favorecia e reclamava esta solução, demasiado evidente aos olhos de todos, menos daqueles que tomaram a decisão. A antiga Entrada Principal (muito bonita em qualquer parte do Mundo ) e o velhinho pião, sofreriam apenas uma ligeiríssima «lavagem de cara» para se integrarem na nova estrutura do recinto. Obter-se-ia assim um Estádio mais confortável e mais seguro, mantendo-se a espectacular vista para o anfiteatro do Funchal, de dia ou de noite, num enquadramento único e relaxante, poupando-se, adicionalmente, muitos e muitos milhões de Euros. Quem dera, ao Marítimo, que esta solução de bom senso viesse um dia a manifestar-se insuficiente. Significaria a ocorrência de muitos e grandes êxitos desportivos. Enterraram-se dezenas (?) de milhões de euros, para transformar o Estádio mais bonito do país, num caixote de betão para moscas. Irreversivelmente. Até podia ser cómico, se não fosse trágico.