Juvenal Rodrigues Novo ano, novas políticas de austeridade, novos incompetentes, novos impostos e novas promessas mas para a população nada melhora. Os anos sucedem-se mas a nossa esperança desvanece-se nos primeiros dias de cada ano. As pessoas são meros trabalhadores do Estado que nos leva, em impostos, mais de 50% do que ganhamos e o restante é para pagar as contas aos privados e já não chega. Fazemos parte de uma grande casa de saúde mental onde nos colocam um chip, leia-se cartão de cidadão, para cruzamento de dados informáticos onde somo tratados como mais um robot. O social, entenda-se dignidade humana, vai paulatinamente deixando de existir para dar lugar a uma escravatura moderna manipulada pelo todo poderoso interesse financeiro que não se compadece do sofrimento humano. Vem isto a propósito dos novos aumentos para 2015. Que raio justifica aumentos nos combustíveis, nas comunicações, na eletricidade e nos transportes?
Então enquanto o preço do petróleo subia, tudo subia porque diziam que toda a economia está dependente do petróleo, agora que o barril de petróleo desceu mais de 50% porque não baixam também os bens de consumo na mesma proporção? Que pensam os governantes, Que somos mentecapto ou irracionais? ensam que nos moldam de tal modo que já não temos capacidade para somar dois mais dois? Admitam de uma vez que o poder político está refém dos grupos económicos e assim não precisamos de eleger governos poupando o dinheiro em eleições. A população é a razão da existência do Mundo, da existência de políticos e até da existência dos grandes lobies e por isso exigimos ser tratados com respeito e dignidade. Um país sem Governo ainda se mantém agora sem Povo jamais poderá existir. Não nos podemos resignar à miséria e à exclusão social em beneficio dos interesses económicos. A miséria não tem que ser uma fatalidade, cabe-nos denunciar, reivindicar, manifestar ou em último caso boicotar para que nos oiçam e tratem como seres humanos e não como números.