Gil António de Freitas É de lamentar o que se esta a passar nos hospitais portugueses, pessoas a não ser atendidas convenientemente, outras que vão passar a ter alta duvidosa aos fins-de-semana e parece que vai ser pratica assente, segundo as palavras do ministro da saúde, só com o objectivo de libertar mais camas. Acho isto duvidoso, dar alta a doentes que porventura ainda não sararão as suas efemeridades, alegando falta de pessoal medico, não me parece que a situação seja efectivamente falta de clínicos, mas outra situação, e eu vou usar um termo que de resto é comum a maioria do pessoal medico, e se calhar ficaria bem ao senhor ministro da saúde adoptar, que são as baldas que se efectuam diariamente e que está aos olhos de todos.

Ora com essas fugas, coloca-se a maioria dos doentes internos e esternos mais vulneráveis. Ainda há poucos dias foi noticiado nos média uma situação caricata em que um paciente nas urgências de um Hospital do continente queixava-se de problemas respiratórios nomeadamente taquicardia. Fizeram a triagem ao senhor e colocaram no braço, uma das famosas pulseiras coloridas vermelha, exactamente aquela com que a pessoa em questão vinha manifestando, mau estar, até aqui tudo bem. Mas ao que parece esqueceram-se de chamá-lo, uma vez que era uma situação urgente, e a pessoa em questão estava identificada com a pulseira mais grave, ou seja era um dos primeiros doentes a ser chamado pelo médico de serviço na altura, mas tal infelizmente não sucedeu e o senhor veio a falecer nesse mesmo dia. E a família com todo o mérito processou o Hospital e muito bem.

E eu aconselho a todas as pessoas que venham a perder algum membro da sua família devido a incúria hospitalar, que sigam o mesmo exemplo, para que no futuro não venha a suceder situação idêntica. Quanto ao Hospital da Madeira, verificasse o mesmo, são as ditas baldas para os consultórios privados, que detêm, conseguindo com isto mais vencimento honorário, mas colocando em risco, quer os doentes do privado que os do sector publico. E com essas práticas fraudulentas colocam os doentes à sua sorte. Deveria de haver da parte da tutela do Ministério da Saúde proibição de médicos ligados ao meio hospitalar público de exercer funções nessas ditas clínicas privadas. Ou privado num lado, público noutro, só assim é que se verificaria melhorias nos hospitais e centros de saúde, que de resto é um sector onde efectivamente se verifica mais BALDAS.