Maria Teixeira Este acidente foi mais uma vergonha nesta Europa, dita civilizada.

Estão criadas as condições para mais uma “guerra santa”, com a justificação da “liberdade da imprensa”. Mas que liberdade é esta é esta, tão proclamada?

Haverá alguém que não se sinta, pelo menos incomodado, se alguém lhe chamar “filho da…”? Claro que o insultado, se for feito a uma pessoa calma e inteligente, pode pensar ”ignorante, tu não conheces a minha mãe!”, e encolhe os ombros… Mas se ofender a sua fé, passa a outro plano de entendimento e emoção.

Será que esses senhores jornalistas não abusaram da paciência de um grupo de imigrantes que, neste momento, é bastante expressivo na França, sabendo de antemão que são intolerantes quanto aos seus princípios religiosos?

Este assassinato está a ser aproveitado para o aumento da xenofobia em França, momento ideal para surgir e ou impor-se um novo líder totalitário, que possivelmente, começará por excluir e massacrar os imigrantes (não esqueçamos que há muitos portugueses a ocupar postos de trabalho que seriam de franceses se aqueles não estivessem lá…) e consequentemente, conduza a Europa para uma guerra entre cristãos e islâmicos, que se poderá estender a uma guerra entre brancos e não-brancos.

Quem poderá beneficiar desse inferno criado pela intolerância? A resposta é evidente – os outros… aqueles que não se tenham envolvido neste conflito estúpido, criado pela ignorância dos direitos e deveres que cada um de nós tem, como ser humano.

PS. - Quero dar os parabéns ao Diário de Notícias Madeira por não ter alimentado a histeria colectiva que se verifica em alguns canais da TV.