É preciso deixar de atribuir a responsabilidade dos problemas a outros A propósito do processo eleitoral que decorre no PSD Madeira, e limitando-me à pouco expressiva importância do meu papel de militante base, com as quotas em dia, recordo os últimos trinta anos (os quais a minha memória ainda recorda alguns episódios), e as mudanças estruturais, sociais e partidárias que se foram passando. Recordo, há muitos anos, o importante que era ser-se militante do PSD Madeira, o “status” que dava ser politico, o respeito que as pessoas nutriam pelas principais profissões que na altura eram, o padre, o policia, o politico e o professor, curiosamente todas elas começadas pela letra “P”. Lembro então, puto que era, de correr atrás dos carros de campanha do PSD e colecionar os papelinhos coloridos que eram atirados e que usávamos quase como notas de monopólio. Mudam-se os tempos e muito mudou. Mudou a forma como as pessoas olham, por exemplo, para os políticos, classe que neste momento está completamente desacreditada e cuja população eleitora não se revê naqueles que devem ser os seus mais legítimos representantes. Uma nova postura dos titulares de cargos públicos e uma nova forma de estar na política é algo imperativo no momento em que se procura acreditar aqueles que devem ter um importante trabalho social em torno dos que acreditaram num projeto e os elegeram. É necessário, acima de tudo, e no meu ponto de vista, nunca esquecer de onde viemos, as nossas origens. Posto isso, é fundamental saber ouvir a população. O acolhimento, a recetividade, o saber ouvir, encaminhar e resolver (ou ajudar a resolver) os problemas das pessoas é a regra fundamental para combater esta crise de credibilidade que vivemos. É preciso descer do pedestal e dar as mãos à população. É preciso deixar de recorrer à difamação e à calúnia para conseguir singrar nalguns cargos ou funções. É preciso deixar de atribuir a responsabilidade dos problemas a outros e tentar se empenhar em resolvê-los. É preciso muitas atitudes diferentes, e estou consciente que todos já percebemos isso. Encontramo-nos em pleno século XXI, correndo o risco de ter uma grande faixa populacional a caminhar para o limiar da pobreza, curiosamente com uma instrução média-alta mas sem colocação laboral. Com uma economia estagnada, continuamente sem produzir empregos para inverter este cenário, também ele motivado pela carência de credibilidade de toda uma classe política, independentemente das cores ou ideologias que cada um deles representa. E impõe-se que cada cidadão questione se ainda é possível confiar nos políticos, apesar dos díspares rendimentos e suas fontes, das fraudes, dos negócios menos claros que são constantemente denunciados nos noticiários. É preciso clarificar e credibilizar. Há que mudar este paradigma. Há que voltar a olhar para a população e para os seus problemas, para as crianças de famílias carentes que frequentam escolas públicas com algumas faltas, para os problemas mais básicos da população, para a criação de uma rede reforçada para o combate a pobreza, fomentando o emprego, contribuindo para a coesão social. E perante os problemas sociais que existem, construir um modelo sustentável, competitivo, valorizando o que temos de bom, casos como a paisagem, o mar, a natureza… Usando a transparência, a isenção e a abertura, acredito ser possível voltar a credibilizar a classe politica, para voltar a aproximar eleitos e eleitores, para reinventar o PSD Madeira e uma Madeira que tem de continuar a ser desenvolvida, moderna, voltada para o futuro, não esquecendo nunca o passado, as origens e o grande processo de desenvolvimento sustentado pelo qual passou ao longo dos anos. Vamos então por em prática uma diferente forma de estar na política, mais humanista, mais solidária, mais transparente e mais verdadeira. Nélio João Olim, Militante do PSD-M

É preciso deixar de atribuir a responsabilidade dos problemas a outros

A propósito do processo eleitoral que decorre no PSD Madeira, e limitando-me à pouco expressiva importância do meu papel de militante base, com as quotas em dia, recordo os últimos trinta anos (os quais a minha memória ainda recorda alguns episódios), e as mudanças estruturais, sociais e partidárias que se foram passando. Recordo, há muitos anos, o importante que era ser-se militante do PSD Madeira, o “status” que dava ser politico, o respeito que as pessoas nutriam pelas principais profissões que na altura eram, o padre, o policia, o politico e o professor, curiosamente todas elas começadas pela letra “P”. Lembro então, puto que era, de correr atrás dos carros de campanha do PSD e colecionar os papelinhos coloridos que eram atirados e que usávamos quase como notas de monopólio. Mudam-se os tempos e muito mudou. Mudou a forma como as pessoas olham, por exemplo, para os políticos, classe que neste momento está completamente desacreditada e cuja população eleitora não se revê naqueles que devem ser os seus mais legítimos representantes. Uma nova postura dos titulares de cargos públicos e uma nova forma de estar na política é algo imperativo no momento em que se procura acreditar aqueles que devem ter um importante trabalho social em torno dos que acreditaram num projeto e os elegeram. É necessário, acima de tudo, e no meu ponto de vista, nunca esquecer de onde viemos, as nossas origens. Posto isso, é fundamental saber ouvir a população. O acolhimento, a recetividade, o saber ouvir, encaminhar e resolver (ou ajudar a resolver) os problemas das pessoas é a regra fundamental para combater esta crise de credibilidade que vivemos. É preciso descer do pedestal e dar as mãos à população. É preciso deixar de recorrer à difamação e à calúnia para conseguir singrar nalguns cargos ou funções. É preciso deixar de atribuir a responsabilidade dos problemas a outros e tentar se empenhar em resolvê-los. É preciso muitas atitudes diferentes, e estou consciente que todos já percebemos isso. Encontramo-nos em pleno século XXI, correndo o risco de ter uma grande faixa populacional a caminhar para o limiar da pobreza, curiosamente com uma instrução média-alta mas sem colocação laboral. Com uma economia estagnada, continuamente sem produzir empregos para inverter este cenário, também ele motivado pela carência de credibilidade de toda uma classe política, independentemente das cores ou ideologias que cada um deles representa. E impõe-se que cada cidadão questione se ainda é possível confiar nos políticos, apesar dos díspares rendimentos e suas fontes, das fraudes, dos negócios menos claros que são constantemente denunciados nos noticiários. É preciso clarificar e credibilizar. Há que mudar este paradigma. Há que voltar a olhar para a população e para os seus problemas, para as crianças de famílias carentes que frequentam escolas públicas com algumas faltas, para os problemas mais básicos da população, para a criação de uma rede reforçada para o combate a pobreza, fomentando o emprego, contribuindo para a coesão social. E perante os problemas sociais que existem, construir um modelo sustentável, competitivo, valorizando o que temos de bom, casos como a paisagem, o mar, a natureza… Usando a transparência, a isenção e a abertura, acredito ser possível voltar a credibilizar a classe politica, para voltar a aproximar eleitos e eleitores, para reinventar o PSD Madeira e uma Madeira que tem de continuar a ser desenvolvida, moderna, voltada para o futuro, não esquecendo nunca o passado, as origens e o grande processo de desenvolvimento sustentado pelo qual passou ao longo dos anos. Vamos então por em prática uma diferente forma de estar na política, mais humanista, mais solidária, mais transparente e mais verdadeira.

Nélio João Olim, Militante do PSD-M