Nada justifica os preços praticados – os mais altos do País. É essencial baixá-los substancialmente devido ao efeito devastador que os mesmos têm na nossa pequena economia.

É evidente que este “dossier” deve ser reaberto, discutido com toda a transparência, e independentemente dos interesses em jogo – Operador, APRAM, Rendas TUP (Taxas de Uso Portuário), Armadores, etc. -, devem ser tomadas rapidamente as decisões necessárias para beneficiar os principais interessados; a população da nossa Terra e a economia da nossa Região, que não pode continuar a ser condicionada na sua capacidade de exportar e importar os bens que necessita devido aos altos preços do transporte marítimo de mercadorias. Transporte marítimo de passageiros e carga agregada A Região deve atrair operadores para introduzir de novo uma linha de ligação marítima entre a Região e o Continente, tipo ferry, com possibilidade de ligação a outros portos (Canárias, por exemplo) combinando passageiros e carga agregada, pois é uma alternativa estratégica de ligação da Madeira ao exterior evitando a dependência exclusiva ao transporte aéreo. Acresce a necessidade de considerar a atribuição de um subsídio de mobilidade ao transporte marítimo de passageiros como um incentivo adicional à procura deste meio de transporte face ao transporte aéreo. O Transporte marítimo e aéreo para o Porto Santo O Porto Santo sofre do persistente problema do elevado custo dos transportes marítimos e aéreos, com efeitos nefastos na sua pequena economia dada a exígua dimensão do seu mercado, e independentemente das suas atractividades naturais e turísticas. É essencial garantir acessibilidades frequentes e baratas, a residentes, madeirenses e turistas, com efeitos multiplicadores na dinamização da sua economia e emprego. A solução passa – dada a impossibilidade do mercado resolver a situação – pela atribuição de uma subsídio directo ao passageiro – seja por via marítima ou aérea -, subsídio esse, que a Região recupera de forma directa e indirecta, quer através dos impostos – por exemplo, IVA nos gastos do visitante no comércio ou restauração local -, quer no crescimento do comércio, emprego e turismo na Ilha. Sobre os meus erros e a minha fraca capacidade de entendimento Reafirmo a minha determinação, acaso seja eleito presidente do PSD/M e, posteriormente, eleito presidente do governo, em resolver a grave questão da habitação da população do Caniçal, nos terrenos do posto agrário desactivado em pleno centro urbano daquela belíssima vila, com a deslocalização para terrenos anexos das duas vinhas privadas atribuídas pelo secretário Manuel António. Não abdico das minhas convicções, da consistência dos meus argumentos, e das decisões que tenha de tomar em prol dos interesses da população daquela freguesia, devido às “críticas de gente de todos os quadrantes. “Aliás, quem tem receio de críticas, vai para monge e não para a política. O candidato Manuel António devia se informar com rigor dos assuntos que aborda e das promessas que faz, não se baseando apenas nas informações distorcidas dos seus cortesãos e de alguns amigos da onça. No mínimo, devia falar com a população jovem do Caniçal, para perceber porque insisto no meu “erro”.

Miguel Albuquerque