Os processos de renovação são fundamentais em todas as organizações, pois garantem a sua capacidade de adaptação ao meio que as rodeia e asseguram a introdução de formas alternativas de resolução dos problemas que enfrentam. Os partidos políticos - especificamente o PSD Madeira - não são estranhos a essa necessidade de renovação, na verdade, a sua utilidade depende dela. Assim, chamados a decidir o futuro do seu partido, os militantes sociais-democratas da Madeira têm sido presenteados com um enfadonho rol de virtudes pessoais de que gozam os vários candidatos. À imagem da contabilidade de subscritores de cada candidatura, dá-se destaque à forma sobre a substância, à aparência em detrimento da essência - sofrem os militantes, perdem os madeirenses. Com um partido moribundo e fechado sobre si mesmo, inserido numa região asfixiada por um plano de assistência financeira e liderada por um governo de mera gestão corrente, o PSD e a Madeira precisam de clara renovação. A começar pela instituição que serve de base à nossa democracia, a Assembleia Legislativa Regional, renegada para segundo plano da política regional e esvaziada de qualquer relevância para o futuro dos madeirenses. Ao contrário do que a folha de presenças indica, o Governo Regional responde perante a Assembleia Legislativa e presta contas aos representantes eleitos pelo povo. Nesse sentido, o primeiro passo para a renovação política na Madeira passa pela requalificação da Assembleia Legislativa como centro de debate político e de discussão de novos rumos para a nossa Região, sem receio de aceitar contributos válidos provenientes de outras forças partidárias. Apenas desta forma teremos um Governo ao serviço dos seus cidadãos e com credibilidade suficiente para iniciar um processo de renegociação do plano de assistência financeira e de valorização do nosso Centro Internacional de Negócios. Na minha opinião, apenas o Miguel Albuquerque está em condições de garantir este novo papel à Assembleia, quer pelas propostas de abertura à sociedade civil que apresenta, fruto de um trabalho iniciado já em 2012, quer pela relação positiva e frutuosa que manteve com a Assembleia Municipal durante os seus mandatos enquanto líder da Câmara Municipal do Funchal. É esta a decisão a tomar no dia 19 de Dezembro, se queremos devolver a democracia aos madeirenses ou se aceitamos a manutenção do status quo.

João Marques