José Sousa Quando gozava umas curtas férias há cerca de duas semanas, não pude deixar de acompanhar a pequena celeuma criada pelas palavras da Sr. ª Vereadora Idalina da CMF quando expressou que algumas árvores na estrada Monumental (não me parece que se referisse a todas…), os ditos “plátanos”, são actualmente um obstáculo a ter em conta no que se refere à circulação automóvel, sobretudo em partes desta estrada (que faz ligação a Câmara de Lobos) onde há desnivelamentos por causa dos altos provocados pelas suas raízes. Salvo erro, tal entendimento terá derivado de um acidente com um carro da PSP que ocorreu junto de uma destas árvores. Obviamente que tal opinião levantou alguma celeuma entre alguns munícipes (entre os quais o Sr. Vereador da CDU que aproveitou para defender a criação de uma “rede de micro-reservas para preservar as plantas endémicas”) com o argumento aventado de que tais árvores são centenárias e que não deverão vir abaixo pelo mero capricho da Srª Vereadora. Para alguns, tratar-se-ia sobretudo do respeito pelos limites de velocidade na estrada. Obviamente que tais opiniões são respeitáveis e partem de um pressuposto corretíssimo: árvores centenárias não deverão ser deitadas abaixo sem que motivos ponderosos o justifiquem. Da minha parte, gostava tão somente de dar um pequeno contributo, de alguém que, em bom rigor, vive “paredes meias” com as ditas árvores. Penso que há motivos de saúde pública para que se pondere, sobretudo perto das zonas habitacionais, a substituição destas árvores. É rara a família que hoje em dia não tenha um membro que sofra de asma ou de outras doenças de génese alérgica. Eu que tenho uma filha nessa situação sei os efeitos e a aflição que uns filamentos “peludos”, que a árvore liberta juntamente com as folhas, provocam. Sei de outros vizinhos que passam pela mesma situação. Finalmente, sei de alguns médicos, mormente da área, que há muito defendem que estas árvores têm efeitos nefastos na vida das pessoas que padecem destes problemas. Por isso, reafirmo que esta questão também é de saúde pública. Nesta medida, se bem que com motivos distintos, acompanho a Srª Vereadora na sua preocupação de que tais árvores deverão ser substituídas por outras menos nocivas. Sobretudo nas áreas habitacionais.