Miguel Fonseca As propostas avulso de diminuição do número de deputados com base no critério único da despesa é das mais demagógicas que se conhece. O que vêm dizer os proponentes? Que há e sempre houve deputados a mais, desvalorizando o parlamento como órgão supremo de uma democracia, como se esse fosse o grande problema do nosso país. Mas acontece que se há problema na questão parlamentar, ele tem duas vertentes: a promiscuidade que possa haver entre os interesses que se cruzam no espaço parlamento e que deviam ser claras, como acontece em outros países, EUA, por exemplo, e a segunda vertente é a competência dos titulares da função de deputado. Quanto ao caso dos interesses, ele não se resolve com mais ou menos deputados. Quanto à segunda vertente, se fosse por causa da produtividade, eu diria que na ALR o máximo que ficavam lá eram 10 deputados, e... e... já era muito. O problema resolve-se com gente competente no parlamento e não gente colocada lá pela oligarquia partidária. E há um ponto que defendo: deputado com mais de um ano de boca fechada perdia automaticamente o mandato. Ou será que não sabem qual é a origem da palavra parlamento: parlamento é para falar, não para estar calado, senão seria “calamento”! Mas percebe-se a intenção por de trás do populismo dos partidos do sistema: às vezes, uma bancada parlamentar sua vale menos que uma reduzida representação parlamentar de uma força política mais pequena. O parlamento deve ser representativo das diferentes realidades político-sociais, estas propostas retiram, assim, representatividade política aos parlamentos e são um atentado à democracia. Querem poupar? Acabem com as opíparas PPP’s!