Élvio Duarte Martins Sousa Gostaria de alinhar alguns pontos de vista sobre a opinião do senhor Manuel Costa (MN), neste matutino a 8 de Setembro de 2014. Em primeiro lugar, agradecer-lhe a opinião e a franqueza, uma situação que, aliás, tem sido colocada por alguns cidadãos. A transição terminológica, digamos da figuração jurídica do JPP, recebe três argumentos que, passados 5 anos após a sua fundação, continuam a persistir: 1. Obrigatoriedade de apresentar, para cada ato eleitoral, mais de 7 mil assinaturas, e repare-se só de cidadãos eleitores do concelho de Santa Cruz– quase o mesmo número necessário para a fundação de um partido ao nível nacional. Com a agravante de um eleitor, por exemplo de Gaula, não poder assinar para a Camacha, Caniço ou Santa Cruz. 2. Oportunidade de obter, tal como os restantes intervenientes do sistema politico em Portugal, de financiamento público para as suas atividades. Mas não se confunda esse direito, com a busca alucinante do “jackpot” regional, tal como muitos dos críticos dessa transição têm afigurado. Aliás, folgo em confirmar, que foram esses mesmos críticos e teóricos que, em 2008 e 2009, auguraram um futuro ruinoso para o JPP, tecendo considerações estapafúrdias e desprovidas de qualquer nexo. Hoje, em 2014, continuam presos à futurologia falhada… 3. Reforço, que medo não vem só de fora (da cidadania) mas, igualmente, de dentro (do sistema). Vejam, que foram todos os partidos na AR, à exceção do BE, que chumbaram a flexibilização para o sistema eleitoral dos grupos de cidadãos eleitores. Para terminar, é lógico que dentro do nosso movimento, existam reticências e receios. Isso é perfeitamente normal no seio do JPP. Basta, por exemplo, estarem com atenção no funcionamento dos órgãos deliberativos municipais. O JPP avançará, com a humildade e com a discrição que este tipo de processo ocasione. Não haverão pressas, pressões, nem vedetismos personificados. Tudo se processará nas calmas, porque o que aí virá carregará o selo intensificado da agitação democrática.”