A Madeira atravessa o período mais difícil dos últimos 30 anos.
Até o ano 2000 a vida económica da Região apresentava vitalidade e crescimento invejáveis.
O desemprego era residual e o crescimento do PIB registava um dos melhores índices, refletindo um período de ouro da história da Madeira e Porto Santo.
As grandes infraestruturas estavam lançadas. Até o sonho do aeroporto estava concretizado, com uma pista intercontinental e uma gare modernizada. A dívida estava praticamente a zeros.
A Madeira deveria ter refletido e planeado o seu futuro com sustentação. Não podia se endividar, como tinha sido prometido ao governo da República quando a dívida foi absorvida pelo Estado. Para contornar o endividamento, a Madeira criou um expediente através das Sociedades de Desenvolvimento com obras em excesso, muitas inúteis e abandonadas conforme é sabido. Com a dívida monstruosa que temos, e os juros que se avizinham , a Região não tem meios financeiros para a sua estabilidade. Tal como numa casa de família, as receitas têm de chegar para as despesas. A austeridade é mais que muita. Temos a vida mais cara do país. Os Madeirenses já têm o cinto demasiado apertado. Conforme disse em Lisboa, Van Rompuy-Presidente do Conselho Europeu, “não podemos mais contar com divida para induzir crescimento artificial”. Foi o que a Madeira fez nos últimos anos. È necessário criatividade e imaginação para que a Madeira e Porto Santo saiam deste sufoco. A Madeira não pode continuar com um plano de pagamento de dívida à parte do Estado Central. Não podemos ser tratados como se fossemos outro país. Estamos a ser castigados. O IVA é superior ao dos Açores em 4 pontos. Temos os combustíveis mais elevados, etc, etc.
O ajustamento financeiro tem de ser renegociado. A solução está do lado da receita. O turismo, a agricultura, as flores, as pescas são sectores vitais para a economia regional mas insuficientes para equilibrar as despesas. A Madeira necessita já no primeiro trimestre de 2015 de um governo competente , técnico e político, que saiba superar os problemas atuais e que inicie a resolução da questão económica e financeira com vista a uma vida melhor para os Madeirenses. Com mais emprego e mais justiça social. Com esperança e futuro assegurado para os jovens e menos penoso para os idosos. Neste quadro, sem qualquer menosprezo para com os restantes candidatos, considero que Miguel de Sousa tem o perfil mais certo para agarrar o futuro da região. O seu programa de crescimento através do Centro Internacional de Negócios é a única solução. Tal como acontece com o Luxemburgo, Malta, etc. A sua experiencia como ex-governante e como gestor privado, a sua relação com o mundo político e empresarial no continente e no estrangeiro, são fatores decisivos que suportam a sua candidatura como a mais adequada para ganhar o PSD e vencer as eleições regionais.
Miguel de Sousa tem um programa para todos os Madeirenses que possibilita a recuperação da Região, construindo Uma Nova Madeira.
Esse é o objetivo. Temos a solução. Juntos conseguimos.
Leonel de Freitas