Após um período de afastamento destas lides, por razões profissionais e familiares, estou de volta para “opinar”. E, entretanto, quanta “água correu debaixo das pontes”. O mundo mudou, de novo. E se sempre assim foi, a velocidade é hoje muito maior. Em “menos de um fósforo”, como se diz. No plano político global, o aparecimento de um alegado “estado islâmico” refez o xadrez estratégico mundial, e tornou o que parecia impossível “há dias”, isto é, uma aliança entre o Ocidente, a Liga Árabe e o Irão (apesar das declarações públicas) em algo muito concreto, já a operar no terreno. Também a este nível, a tendência do referendo para a independência da Escócia pode mudar muita coisa. Caso se confirme nas urnas, induzirá alterações profundas noutras regiões da Europa (com impacto global), já que em muitas delas grassa o mesmo estado de espírito. Em termos económicos, o desenvolvimento, como Thatcher e Reagan o advogaram, do espaço de comércio livre do Atlântico, com o envolvimento da UE, da NAFTA, e do que resta da EFTA, é uma “reviravolta” para quem já via o centro do mundo na Ásia. Ásia que vê um dos seus gigantes, a China, cada vez mais envolvida em questões internas graves, de cariz social, económico e religioso, as quais, mau grado escamoteadas, se prefiguram como explosivas e de consequências imprevisíveis. E como se isto não bastasse, também a nível financeiro e monetário ocorreram alterações cruciais na UE, com consequências mundiais. Efectivamente, atenta a situação quase deflacionária que se vive, Mário Draghi avançou com uma nova redução da Euribor e, em simultâneo, injecta muitos milhões no sistema (através da compra de carteiras de crédito) visando, desta forma, induzir a alteração substancial da equação “poupança / consumo / investimento”. E por cá ? Em Portugal e na Madeira, para além do assunto BES (cujos contornos exactos só mais tarde se conhecerão) o grande tema parece ser o mesmo: eleições ! As partidárias, do PS nacional e do PSD – Madeira. E as legislativas, regionais e nacionais de 2015. Centremo-nos, então, e dado que não nos envolvemos com outras famílias, no PSD-Madeira, onde muito parece estar a clarificar-se, agora que há já candidaturas formalizadas. Mas mesmo nesta matéria, só na que nos diz respeito. A de Cunha e Silva, já que seria grosseiro falar do que se passa com “irmãos e primos”, pois mau grado familiares … “de suas casas cuidam eles”. Diríamos então que, clarificados “os pilares ideológico e de organização e funcionamento político e partidário”; “as traves mestras” do que se julga ser o quadro de relação que a Região deve ter com a República, os Açores e as Canárias, a Europa e a Diáspora; as perspectivas sobre os sectores estratégicos nos quais se deve centrar (e como) a nossa actividade, estamos já, com excelente adesão, a desenvolver sessões de esclarecimento aos nossos militantes. Importa, porque elucidativo, sublinhar que todo o processo decorre do trabalho de grupos sectoriais constituídos para diversas áreas, modus operandi que esta candidatura se propõe aplicar no Partido e na Região (caso vença, como esperamos, as eleições respectivas), isto é, desenvolver toda a nossa acção através de um verdadeiro trabalho de Equipa e de Projecto (aberto a militantes e não militantes), em que o que nos preocupa é, tão só, garantir o desenvolvimento de Todos e Cada Um dos e das Madeirenses, já que estas e estes se constituem como o fulcro da nossa atenção e razão de ser da nossa acção.
Francisco Santos Militante do PSD-M