As Universidades, enquanto Instituições de referência do conhecimento universal, têm feito o seu caminho, ao longo dos séculos que caraterizam a sua existência. Começando por serem Instituições muito fechadas em si mesmas, hoje em dia, todas as Universidades necessitam, por variadíssimas razões, de fomentar uma relação pró-ativa com o meio institucional, empresarial e social que as rodeiam. Quer pela sua missão tradicional de ensino e investigação que encerram, quer ainda pela necessidade de serem um parceiro ativo na procura de resposta aos problemas da sociedade em que estão localizadas. Dentro desse contexto, um dos órgãos mais importante da Universidade da Madeira, o Conselho Geral, é composto não só, por representantes da Academia, mas também por personalidades externas à Universidade que vêm aportar uma forte ligação ao meio institucional, empresarial e social. O Conselho Geral, presidido por um dos membros externos, de acordo com o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, permite assim um contributo de relevo para uma maior abertura da atividade da Universidade ao meio envolvente, existindo inúmeros exemplos desse tipo de cooperação, em projetos concretos. Para ilustrar um recente exemplo, foi assinado entre a Universidade da Madeira e o SESARAM um protocolo para o desenvolvimento de aplicações informáticas, destacando-se, desde já, uma que poderá ajudar os Clínicos no diagnóstico da sépsis. Esta envolvência entre a Universidade e as Instituições governamentais, privadas e da sociedade civil não se resume apenas a projetos de desenvolvimento, investigação e inovação, mas também a projetos de responsabilidade social, como é o caso do envolvimento da Universidade em atividades do Núcleo Regional da Liga Portuguesa contra o Cancro. Para ilustrar um outro exemplo recente, a Universidade da Madeira e o Grupo Blandy assinaram um protocolo, de modo a atribuir a 5 novos estudantes do 1.º ciclo, o valor da propina anual durante o seu triénio de formação. Este acordo assinado, numa primeira fase para 3 anos, permitirá a atribuição de 30 propinas para aqueles novos alunos, cujo rendimento não é contemplado por apoios estatais, mas que se encontram próximo desse limite (rendimento per capita do agregado familiar entre 16,5 a 22 vezes o indexante de apoios sociais - IAS). Além disso e sempre com o intuito de fomentar o mérito académico, serão considerados, para esta bolsa, os alunos cuja nota de acesso seja igual ou superior a 15 valores. Aproveitando este espaço e, em face da época de início de ano letivo que atravessamos, gostaria de relembrar que a Universidade da Madeira para além das bolsas estatais (até 14 x IAS) conta ainda com o Fundo de Apoio de Emergência (entre 14 e 16,5 x IAS) que é um programa de apoio aos estudantes, em situação de comprovado estado de necessidade económica e que visa contribuir para o combate ao abandono e insucesso escolares. Este é um programa que já recebe pequenos contributos externos, mas que esperamos que sejam incrementados no futuro. Além disso, a AAUMa tem dois programas denominados Bolsa de Alimentação e Bolsa Escolar que permitem disponibilizar senhas de almoço e material escolar, respetivamente, durante todo um semestre a estudantes carenciados. Para estas bolsas, qualquer pessoa, singular ou coletiva, pode participar. Assim, e em jeito de conclusão, há, por certo, muito caminho ainda a percorrer nesta missão de estabelecermos mais parcerias para concretizarmos mais projetos de investigação, desenvolvimento e inovação, bem como, de responsabilidade social. É um desafio constante e diário da Universidade da Madeira, que estou certo continuará a receber o entusiasmo, o carinho e o interesse das Instituições governamentais, privadas e da sociedade civil.
José Manuel Baptista Vice-reitor da UMa