Rui Manuel da Silva Guerra No sábado, 13 de Setembro, realizou-se no Jardim de Santa Luzia um espectáculo musical que teve início pelas 16 horas. Apercebi-me do evento ao escutar as fortíssimas ondas sonoras que faziam vibrar paredes, portas e janelas da minha casa situada mesmo em frente àquele jardim. Fiquei cm esperança que aquele evento, em obediência à Lei do Ruído, terminasse por volta das 22 horas, pondo fim a um incómodo de tão grande escala. No entanto, por volta das 21,30 horas verifiquei que não existia qualquer sinal que apontasse para o seu encerramento e consequente cumprimento daquele preceito legislativo. Resolvi, então, contactar a PSP do Funchal que, aliás de forma cordial, informou que a duração do espectáculo tinha sido autorizada até à 1 hora da manhã. Fiquei totalmente surpreendido e perplexo ao tomar conhecimento desta decisão da Câmara. Como tinha sido possível a Câmara ter sido insensível às características desta zona envolvente do Jardim de Santa Luzia? É uma zona predominante residencial, com muitos habitantes idosos e até com uma clínica de saúde com internamento. No meu caso particular, havia o problema da minha mãe com 97 anos de idade, com graves problemas de saúde que, naturalmente, passou uma noite de grande sofrimento que se prolongou pela madrugada dentro. Ultrapassada a 1 hora da madrugada, o evento continuava o que obrigou a contactar de novo a PSP que informou que iria actuar de imediato. Finalmente, à 1,30 da manhã voltou o silêncio e o sossego. Por tudo isto, quero manifestar o meu desagrado e mesmo desilusão com a insensibilidade que a Câmara revelou ao autorizar um evento desta natureza numa zona com as características acima referidas e que tanto incómodo causou aos seus residentes. Certamente que existirão na cidade locais mais apropriados para a realização de eventos como este.