António Branco Venho questionar como é possível ter sido autorizado a construção de um bloco de apartamentos com 5000m2 de construção por baixo da Rua Conde Carvalhal, junto a uma ribeira e numa zona conhecida pela beleza das casas antigas - onde o índice de construção é de média densidade. Com o nome pomposo de “Solar da Nora” gaba-se de estar no coração da Zona Histórica do Funchal. Como é possível ser autorizado um bloco de apartamentos na zona histórica do Funchal hoje em dia? Temos o infeliz exemplo dos Apartamentos da Vila Guida também nesta zona na Rua Conde Carvalhal, onde o promotor megalómano achou que ia vender apartamentos de luxo numa zona residencial de moradias. O resultado foi que não vendeu nem um apartamento, teve de entregar o edifício ao banco e ao fisco, e agora os moradores de Santa Maria Maior que se lixem. Têm agora como vizinhos toxico-dependentes, que ocuparam o edifício e estão a destabilizar a zona. Tudo porque o promotor e a Câmara do Funchal decidiram desvirtuar uma zona que devia ser protegida para moradias unifamiliares, para a tentativa de lucros desmedidos de apenas um promotor que acabou em desgraça para todos, incluindo o promotor. É uma zona de interesse histórico, muito apreciado pelos turistas que nos visitam e onde só devia haver recuperação de casas ou moradias isoladas. Quando já restam tão poucos vestígios do Funchal antigo, porque vir construir um mamarracho de apartamentos para esta zona, quando deveriam era proteger Santa Maria Maior e todo o centro histórico, que é o que os turistas que nos visitam apreciam e vêm á procura. Em vez disso estão a matar a galinha dos ovos de ouro. O sucesso da zona velha é porque é “velha”. Do outro lado da estrada do “Solar da Nora” há uma quinta classificada que nada pode construir, por cima encostado ao terreno estão quintas seculares – como obteve este promotor licença? Depois a Câmara e os promotores indignam-se com as ações populares, mas se não há lei nem regras para a construção no Funchal, os cidadãos têm de se servir da justiça que existe