Sidónio Castro Morreu o Humberto. Morreu um bom homem, um bom amigo, quase, ainda, na flor da vida. Órfão de pai muito novo, tentou a vida. Começou a trabalhar ainda muito cedo na Companhia dos Carros de São Gonçalo. Passou para a Transfunchal e acabou nos Horários do Funchal. Filho de pessoas de fracos recursos, teve de deixar de estudar durante o dia e matriculou-se na antiga Escola Industrial e Comercial, em horário nocturno. De uma simpatia extrema, educação, boa disposição, sorriso permanente, lidou com colegas e professores de uma forma extremamente correcta. A esta faceta adicionava o seu gosto e prática do desporto: era futebol, era ténis de mesa, era natação (Pontinha-Barreirinha), era a organização de torneios entre os colegas, ocupando, os seus tempos livres dessa forma. Apetece dizer: só morrem os bons. E o Humberto Feliciano da Silva era um bom Homem! Foi ver, no seu funeral, a quantidade de “jovens” da sua idade (na casa dos 60 anos), muitos dos quais da antiga Escola Industrial, extremamente emocionados. Lamentando tão grande perda. Para eles, e sua família. Que descanse em paz, como em paz com todos soube viver. Dialogaremos para sempre, como o fazíamos, abordando todos os assuntos da sociedade. À sua família, esposa e seus dois filhos, um grande abraço de solidariedade e sentidos pêsames, em tão difícil momento. Todos um dia passaremos por isso!