Gaudêncio Figueira Há-os para todos os gostos. Uns mais importantes pela sua posição na hierarquia social, outros pelo seu cariz mediático, outros ainda pela proximidade e influência no nosso quotidiano. Fugitivo importante foi o nosso D. João VI, bem no topo da hierarquia do Reino. O nosso Bragança logo que surgiu o cheiro a pólvora, pensou e decidiu: ala que se faz tarde. Embarcou, foi, resistir/assistir, de longe, à rapacidade dos seus aliados ingleses e dos seus inimigos franceses sobre os “patas rapadas”, que continuaram a viver na parte Europeia do Reino. Desorientado Povo, roubado e vilipendiado, à conta da inépcia d’El Rei, lá foi suportando a sua pesada cruz. A caixa que mudou o Mundo, ainda na versão a preto e branco, meteu-nos em casa O Fugitivo. Ele era o homem bom que ajudava a polícia a combater os criminosos, na defesa do “sonho americano”. Consumia-se isto, antes de aparecerem as novelas. Anos depois do Fugitivo americano, tivemos um Fugitivo funchalense, sob a forma de clube nocturno. Muita conversa alimentou, e ocupou Tribunais e Polícias. Bem vistas as coisas, neste caso, faltou à Polícia Portuguesa o Fugitivo Americano para esclarecer, aquele homem descobria tudo! Cumprindo a sua função de informar, o DN, a 8 de Setº, p.p, legitimamente, questionara as razões das chorudas transferências para a recentemente criada IPSS “Causa Social” Associação para Promoção da Cidadania. Dia 9, do nada, surgiu mais um fugitivo. Foi o GR, que, saindo da sua profunda letargia, veio, assim julgava, desmentir a notícia. O desmentido mostrou-nos um governo “fugitivo”, a escudar-se na sua máquina de propaganda. A notícia do dia 8 admite que aquela Associação foi criada pelo Governo, liderada por pessoas da sua confiança e auferira de generosas ajudas públicas em curto espaço de tempo. A notícia seria desmentida se referisse os modos de escolha da direcção, e os critérios de uma subida tão acentuada na atribuição de subsídios. É insuficiente para desmentir dizer-se que o Diário dos Blandy’s “mente sobre os apoios sociais às IPSS”. A um fugitivo que como o D. João VI não dá cara à luta, ao contrário do bom americano, fomenta a intriga como o Fugitivo da rua Imperatriz D. Amélia, não parece Pessoa de Bem e diz-se: “É asquerosa, miserável a atitude daquela gente”. Há mais um fugitivo. A 14/06/2012, nas páginas do DN, insurgi-me contra o facto de ter morrido, com malária, um conterrâneo nosso nos hospitais da Madeira. O Sr. Dr. Miguel Ferreira afirma, a 11/09/14, que na RAM não se conhece nenhum caso de morte por malária. Outro fugitivo a refugiar-se na propaganda.