Paolo Emilio Taviani, italiano, foi um político, historiador, economista, jornalista e senador nos últimos anos da sua vida (1912-2001). Em 1985 esteve no Porto Santo para conhecer a Ilha onde outro “italiano” (genovês do tempo das cidades-Estado) também tinha estado e residido, e que, entre muitas outras coisas, foi um navegador e explorador, responsável por liderar a frota que alcançou o continente americano em 1492, sob as ordens dos Reis Católicos de Espanha. Pessoa que inspirou, pelo menos, um nome de um País – Colômbia. “Em Génova, onde nasceu em 1451, Cristóvão Colombo sentira, desde criança, o fascínio do mar. Ao longo de toda a sua vida o mar foi o seu primeiro e maior amor. No mar, Colombo foi um génio; na terra «um peixe fora de água». Na terra cometeu muitos erros; todavia, mar nunca se enganou.” Devido às minhas funções na qualidade de Cônsul Honorário de Itália na Região Autónoma da Madeira, acompanhei o Embaixador de Itália de então em Lisboa, o Senador Taviani, ao Porto Santo. Foram 3 dias em que, de manhã à noite se falava sobre o predito genovês, na sua participação em diferente países da Europa e do Mundo, com especial relevo para a sua estadia nesta Ilha. Presentemente o Grupo Pestana tem a operação de mais uma unidade Hoteleira em Porto Santo. Que se chama “Pestana Colombos”, e que é uma referência a Cristóvão Colombo. Não pela particularidade da sua nacionalidade, mas pelo conhecimento transversal dos clientes do Grupo Pestana, Colombo é algo que sensibiliza. Aqui no DN partilho alguns excertos de um livro escrito por Paolo Emilio Taviani, o qual teve a gentileza de me oferecer um exemplar. Chama-se “Ilha do Porto Santo – Pátria do Projecto de Cristóvão Colombo”. “Em 1478 Colombo regressou a Lisboa e, na sua qualidade de capitão, fez viagens comerciais ao Açores, às Canárias, à Mina na Guiné, e sobretudo à Madeira. Mas entretanto em Lisboa Colombo encontrara Filipa Perestrello. Conhecera-a e apaixonara-se por ela numa igreja. Pois apenas durante os ofícios religiosos era possível, naquele tempo, olhar demoradamente para uma rapariga e conquistar os seus olhares. Apaixonou-se e casou com ela. Filipa era muito bonita, pobre, com quatro quartos de nobreza, filha de Bartolomeu Perestrelo, primeiro governador do Porto Santo. Foi um casamento de amor; mas certamente teve influencia também o fascínio da Ilha do porto Santo, que o Genovês já tinha visto nas suas viagens, na rota atlântica entre Lisboa e a Madeira.» “Além do exostismo das árvores e da vegetação, Colombo encontrou no Porto Santo o ar e o perfume do Oceano. Ainda hoje, o Porto Santo fala ao visitante na linguagem do Atlântico. Mais do que a Madeira, por ser mais pequeno, menos vistoso, mais modesto, menos presunçoso. A Madeira é um pedaço de Paraíso terrestre que fascina e encanta. O Porto Santo é uma ilha, nada mais do que uma ilha: de cada seu canto fareja-se o cheiro do Atlântico, vê–se a imensidão do Atlântico e, nos dias de tempestade, ouve-se o seu fragor. Que Colombo foi, depois do casamento, para o Porto Santo, não resta dúvida. A rota Lisboa-Porto Santo – Madeira já era para os Portugueses o que a rota Génova-Capraia-Córsega era para os genoveses. Tal como um marinheiro genovês se sentia em casa em Capraia, em Calvi, em Bonifácio, da mesma forma um marinheiro português sentia-se em casa no Porto Santo e na Madeira. Antes de se mudar para a Madeira, Colombo deslocou-se certamente ao Porto santo. Não consta que lá tenha ido para celebrar o casamento com Filipa Moniz. Mas, depois do casamento, os noivos mudaram-se para o Porto Santo onde os Perestrello possuíam ainda umas propriedades». “Portanto foi no Porto Santo que o sonho de Colombo se plasmou em projecto: o projecto de chegar à Ásia, através do Mar Tenebroso até então inviolado. O projecto tornou-se realidade passados muitos anos, quando, em 1492 em San Salvador – nas Bahamas – e em 1498 na Venezuela, o Mundo Antigo descobriu o Mundo Novo: a América. Foi grande viragem que mudou o curso da Historia Humana. O projecto que levou a essa grande viragem tina sido concebido aqui, nesta pequena ilha perdida no imenso Oceano. A ilha do Porto Santo foi a pátria do grande projecto de Cristóvão Colombo». Nesta semana os dois Hotéis Pestana têm mais de 1200 Clientes, sendo 52% de nacionalidade britânica e 40% de nacionalidade portuguesa, acolhidos por um total de cerca de 300 colaboradores. Todos os Clientes encontram-se no sistema “All Inclusive”. O que, sem dúvida, é importante para o Porto Santo.
Luigi Valle Administrador e CEO do Grupo Pestana