Hoje é inegável, que o Desporto é um fator determinante na formação do cidadão, bem como, contribui de forma decisiva para a competitividade de localidades e regiões, fruto dos investimentos realizados nas infraestruturas desportivas, que agora mais do que nunca, importa rentabilizar estes espaços, investindo na pratica desportiva regular e em programas de promoção da formação e da pratica desportiva recreativa. Importa pois, repensar as opções a tomar num futuro próximo, sobre as políticas desportivas regionais e nacionais, fruto não só do que esta estipulado na Lei de Bases da Atividade Física e Desporto, segundo o qual “incumbe ao Estado, às Regiões Autónomas e às autarquias locais, a promoção e a generalização da atividade física, enquanto instrumento essencial para a melhoria da condição física, da qualidade de vida e da saúde dos cidadãos”. Sublinhe-se, o que é transcrito na Carta Internacional da Educação Física e do Desporto da UNESCO, em particular “todas as pessoas humanas têm o direito à educação física e ao desporto, indispensáveis ao desenvolvimento da sua personalidade. O direito ao desenvolvimento das aptidões físicas, intelectuais e morais, através da educação física e do desporto, deve ser garantido, tanto no quadro do sistema educativo, como nos outros aspectos da vida social.” Por outro lado, a aposta prioritária na saúde, na educação e formação, bem como no desenvolvimento desportivo está bem expressa no Parecer do Comité Económico e Social Europeu, tendo a UE como orientações para o desporto, no horizonte 2020, precisamente “Desporto, Saúde e Participação”. Isto é tão mais importante, quando se sabe que a obesidade infantil é um dos mais sérios problemas da saúde pública, quer na europa, quer no resto do mundo, sendo que os dados nacionais apontam, para prevalências de excesso de peso e obesidade entre os adultos de cerca de 51,5% e de 75% entre idosos, estando Portugal no 5.º lugar no ranking dos países com maior prevalência de excesso de peso e obesidade. Sabendo-se que a OMS – Organização Mundial de Saúde recomenda cerca de 60 minutos de atividade física diária de intensidade moderada no caso das crianças e jovens, e de pelo menos 30 minutos no caso dos adultos, não deixe de fazer atividade física e desporto, não só agora no verão, como durante todo o ano.

Avelino Silva Presidente da ANM