Sérgio Potier O capital público não existe. É uma falácia dos economistas. Todo o capital é privado. Por exemplo, a despesa pública irresponsável, a recapitalização da banca com os supostos dinheiros públicos..., tudo não passa de uma falácia. Todo o dinheiro que gira vem do capital privado, ou seja, dos contribuintes, de quem investe. Se um governante irresponsável olha para um local e diz.: vou construir ali uma ponte sem interesse para as populações, ou porque não se vai ali criar nenhum cluster, mas se utiliza dinheiro dos contribuintes para criar emprego por um ano ou dois, o capital aplicado não é público, é privado, porque é capital é dos nossos impostos. Do mesmo modo, auxiliar a banca, como o fundo de resolução mais não é de que um fundo composto por impostos privados (contribuintes), na medida em que, a banca paga impostos, os clientes da banca pagam impostos e , esse fundo são impostos privados (dos contribuintes, empresas e pessoas individuais). O capital público é uma falácia. Quem paga sempre é o povo. As medidas são públicas, tomadas pelos representantes do Estado, mas o capital é privado, dos contribuintes. No caso dos BES, até o Bad BanK, quem é chamado às perdas são os accionistas. Porém, há clientes que estão sujeitas a grandes perdas. Todo o capital é privado. As pessoas que se vão mentalizando que globalização feliz acabou, se é que alguma vez houve alguma felicidade nesta globalização. As outras todas acabaram em guerra, e esta o imprevisível está à espera apenas de uma oportunidade, como dizia há dias numa entrevista o Prof Adriano Moreira, excepto se os governantes a nível mundial tomarem medidas drásticas contra certas jurisdições (circulação de capitais, Offshores...), caso contrário, o que nos espera é o crash de todo o sistema económico mundial, porque só assim haverá grandes mudanças, porque se trata do consumar da 2ª lei da termodinâmica, como referiu Gore Vidal (escritor anglófono) segundo o qual, todos os sistemas tendem para a entropia.