O povo é firme, conhece os candidatos um a um. Sabe o que pode esperar de cada um Os modelos clássicos de intervenção política não se aplicam, em meu entender, na Madeira. Não porque a Madeira seja um caso especial de democracia ou prática política, ainda que tendo especificidades próprias, mas porque é uma realidade política que é preciso conhecer para nela participar. Antes de mais, devo confessar que sou de opinião que os madeirenses sabem, melhor que ninguém, viver em democracia, ou seja, usar o poder do voto com liberdade, astúcia e inteligência. O povo madeirense sempre votou em quem quis, no seu interesse e da Madeira e Porto Santo. Pode ter parecido estranho por vezes, mas verão que não foi assim. Logo em 1975, no meio da revolução e para construção do modelo constitucional, fez uma opção serena, cautelosa e lúcida com forte preferência pelo partido e protagonistas da autonomia. Não houveram dúvidas, tal a clareza da opção. Em seguida, e durante cerca de trinta anos, deu claras e inequívocas maiorias absolutas ao partido e ao político que em seu entender melhor, e de forma mais rápida, governava e conduzia a Região para o maior progresso da sua História. Fez o que devia ter feito e melhor interessava à Madeira e Porto Santo. De forma responsável e sem ruído votou Alberto João e PPD/PSD. Entretanto, apercebeu-se de abusos, excessos, dívidas imensas e outras realidades que colectivamente deixou de aceitar, e cujo culminar se revelou na eleição interna de 2012. Sem barulho, no silêncio da sua consciência, quase derrubava o histórico líder. Ninguém dava a Albuquerque mais de quinze por cento, no máximo vinte. Caladinhos deram quarenta e nove por cento. Vieram as autárquicas de 2014. Sem manifestações, comícios ou estardalhaços tiraram sete câmaras municipais ao PSD. Alguma vez o PSD pensou perder as eleições em sete concelhos? Foi a Comissão Política do PSD, ou pelo menos a sua liderança, alertada para negras perspectivas eleitorais em Machico, Porto Santo, Santana, Funchal e Porto Moniz? Penso que só S. Vicente tinha pré-aviso. Mesmo em Santa Cruz havia quem acreditasse no milagre. O povo quis mudar e fê-lo sem anunciar nem pestanejar. É assim que os madeirenses e porto-santenses votam. Pensam no melhor para si e fazem a cruz no boletim de voto de acordo com a sua consciência. No silêncio da sua consciência. Sem denuncia do seu voto ou preferência. De forma autêntica, pessoal e responsável. Sem alaridos prévios ou posteriores. O que irrita os tontos e os sábios da análise política. Tantas previsões e tantas sondagens e, no final, o povo faz como quer. Onde estavam as sondagens prevendo tamanho descalabro para o PSD e tão surpreendentes vitórias para a oposição? Vem tudo isto a propósito da introdução de empresas de publicidade e comunicação na campanha eleitoral relativa à corrida pela liderança do PSD-M. Só quem não conhece o povo da nossa terra se atreve a uma asneira tão grande. A sabedoria do nosso povo não vacila com essas “inteligências” eleitorais. O povo é firme, conhece os candidatos um a um. Sabe o que pode esperar de cada um deles. Sabe do que são capazes. Até consegue discernir o que é boato maldoso de condutas reprováveis que todos sabem serem verdadeiras. A terra é pequena. Nada se consegue esconder por muito tempo. Todos andam como se estivessem nus à vista do povo. De que serve ir buscar um publicitário/comunicador continental para conduzir a campanha eleitoral de um candidato que todos conhecem, sabem do que é capaz e do que anda por aí fazendo ? E dizer-se amigo para justificar a borla? Acaso não sabem o que é amizade? Já negou o candidato algumas das acusações a si dirigidas? Alguma era falsa? Acaso denunciei alguma injustamente? Quer mais episódios? Foi capaz o tal especialista de apagar a má imagem pública do seu candidato? A que título Cunha e Silva introduz um continental do CDS numa eleição do PSD só para a Madeira? Se Cunha e Silva se apresenta com o propósito de unir o PSD, porque lança um terrorista político como chefe de fila da sua campanha e que ainda nada mais fez do que dividir à moda do que fazem em Lisboa? A Madeira não é a América ou sequer Portugal! A nossa realidade é distinta. Mais genuína, sincera, e responsável do que os menos avisados possam pensar. Somos menos influenciáveis por comerciantes da informação. Ainda bem que assim é! Viva a democracia! Em Dezembro todos vão votar, nas eleições para a liderança do PSD, com consciência, responsabilidade e máxima sabedoria. Como sempre! Miguel Sousa
O povo é firme, conhece os candidatos um a um. Sabe o que pode esperar de cada um
Os modelos clássicos de intervenção política não se aplicam, em meu entender, na Madeira.
Não porque a Madeira seja um caso especial de democracia ou prática política, ainda que tendo especificidades próprias, mas porque é uma realidade política que é preciso conhecer para nela participar.
Antes de mais, devo confessar que sou de opinião que os madeirenses sabem, melhor que ninguém, viver em democracia, ou seja, usar o poder do voto com liberdade, astúcia e inteligência. O povo madeirense sempre votou em quem quis, no seu interesse e da Madeira e Porto Santo. Pode ter parecido estranho por vezes, mas verão que não foi assim.
Logo em 1975, no meio da revolução e para construção do modelo constitucional, fez uma opção serena, cautelosa e lúcida com forte preferência pelo partido e protagonistas da autonomia. Não houveram dúvidas, tal a clareza da opção.
Em seguida, e durante cerca de trinta anos, deu claras e inequívocas maiorias absolutas ao partido e ao político que em seu entender melhor, e de forma mais rápida, governava e conduzia a Região para o maior progresso da sua História. Fez o que devia ter feito e melhor interessava à Madeira e Porto Santo. De forma responsável e sem ruído votou Alberto João e PPD/PSD.
Entretanto, apercebeu-se de abusos, excessos, dívidas imensas e outras realidades que colectivamente deixou de aceitar, e cujo culminar se revelou na eleição interna de 2012. Sem barulho, no silêncio da sua consciência, quase derrubava o histórico líder.
Ninguém dava a Albuquerque mais de quinze por cento, no máximo vinte.
Caladinhos deram quarenta e nove por cento.
Vieram as autárquicas de 2014. Sem manifestações, comícios ou estardalhaços tiraram sete câmaras municipais ao PSD. Alguma vez o PSD pensou perder as eleições em sete concelhos? Foi a Comissão Política do PSD, ou pelo menos a sua liderança, alertada para negras perspectivas eleitorais em Machico, Porto Santo, Santana, Funchal e Porto Moniz? Penso que só S. Vicente tinha pré-aviso. Mesmo em Santa Cruz havia quem acreditasse no milagre.
O povo quis mudar e fê-lo sem anunciar nem pestanejar.
É assim que os madeirenses e porto-santenses votam. Pensam no melhor para si e fazem a cruz no boletim de voto de acordo com a sua consciência. No silêncio da sua consciência. Sem denuncia do seu voto ou preferência. De forma autêntica, pessoal e responsável. Sem alaridos prévios ou posteriores.
O que irrita os tontos e os sábios da análise política. Tantas previsões e tantas sondagens e, no final, o povo faz como quer.
Onde estavam as sondagens prevendo tamanho descalabro para o PSD e tão surpreendentes vitórias para a oposição?
Vem tudo isto a propósito da introdução de empresas de publicidade e comunicação na campanha eleitoral relativa à corrida pela liderança do PSD-M.
Só quem não conhece o povo da nossa terra se atreve a uma asneira tão grande. A sabedoria do nosso povo não vacila com essas “inteligências” eleitorais. O povo é firme, conhece os candidatos um a um. Sabe o que pode esperar de cada um deles. Sabe do que são capazes. Até consegue discernir o que é boato maldoso de condutas reprováveis que todos sabem serem verdadeiras.
A terra é pequena. Nada se consegue esconder por muito tempo. Todos andam como se estivessem nus à vista do povo.
De que serve ir buscar um publicitário/comunicador continental para conduzir a campanha eleitoral de um candidato que todos conhecem, sabem do que é capaz e do que anda por aí fazendo ? E dizer-se amigo para justificar a borla? Acaso não sabem o que é amizade?
Já negou o candidato algumas das acusações a si dirigidas? Alguma era falsa? Acaso denunciei alguma injustamente? Quer mais episódios?
Foi capaz o tal especialista de apagar a má imagem pública do seu candidato?
A que título Cunha e Silva introduz um continental do CDS numa eleição do PSD só para a Madeira? Se Cunha e Silva se apresenta com o propósito de unir o PSD, porque lança um terrorista político como chefe de fila da sua campanha e que ainda nada mais fez do que dividir à moda do que fazem em Lisboa?
A Madeira não é a América ou sequer Portugal! A nossa realidade é distinta. Mais genuína, sincera, e responsável do que os menos avisados possam pensar.
Somos menos influenciáveis por comerciantes da informação.
Ainda bem que assim é! Viva a democracia!
Em Dezembro todos vão votar, nas eleições para a liderança do PSD, com consciência, responsabilidade e máxima sabedoria. Como sempre!
Miguel Sousa