Depois de um entediante ano político que culminou com a não menos enfastiante festa da Herdade do Chão da Lagoa em que Alberto João Jardim rodou a cassete do costume, ainda que desta vez com cheiro a despedida, em que mais uma vez repescou a questão do próprio querer ou não fazer parte do Estado unitário que é Portugal, falando abusivamente pelo povo, pretendeu veladamente insinuar que poderíamos sair desse estado sendo caso para perguntar para onde iríamos. Com o sucesso governativo que o presente nos revela, que é da sua exclusiva responsabilidade e que põe a nu toda uma incapacidade de criar o que quer que seja que não incorpore betão, vive-se numa Região com uma dívida gigantesca que impenderá sobre as gerações futuras, com um desemprego nunca antes visto, com um sistema de saúde em eminente rutura e com uma emigração que atira para fora da RAM principalmente os mais jovens, que futuro nos está reservado. Que lições temos ainda a aprender com o único importante que se rebela contra o tal estado unitário que a constituição consagra, que não é de todo incompatível com as competências legislativas das regiões autónomas, e que simultaneamente tem o seu Partido escaqueirado em não sei quantas sensibilidades e outros tantos candidatos, que não soube sair em quanto foi tempo que arrastou os pés até ficar sem unhas e que parece querer dizer que depois dele o diluvio. Que Partido é aquele que mergulhou a Madeira neste abismo, que colocou os interesses partidários acima dos interesses dos madeirenses que sofrem agora na pele os desmandos de tantos anos que o povo não soube ou não quis ver mas que foi branqueando a cada ato eleitoral. Caso para pensar se neste mês de Agosto, que agora entra, não seria possível resolver a questão da sucessão no PSD-M, no PS Nacional, fazer eleições regionais e nacionais. Começar Setembro de cabeça limpa, longe de tanta imbecilidade. Que bom seria!

Jaime Leandro Secretário-Geral do PS-M