Manuel António Costa Marinho A vida e a experiência a que ela nos obriga, ao vivê-la, percorrendo longamente os caminhos por onde nos via conduzindo, mesmo a contragosto e levou-me a concluir que sou prisioneiro do Instituto de Emprego da RAM, hoje o amanhã nem sei já estou “condenado” alguns anos. Sei muito bem quando saem empregos nos programas do instituto de Emprego, mesmo aquele anúncio que sai todos os dias no “Jornal da Madeira” já estão ocupados os preenchidos pelos amigos dos funcionários e dos responsáveis cheios de más aparências feito num eu posso e mando. E muitos como nós não temos conhecimentos lá dentro vamos ficando prisioneiros, para ter um trabalho… por este andar a minha pena foi de 25 anos ainda faltam 20 anos.

Nesta sociedade, profundamente mediatizada, somos quase sempre mais do que uma imagem, uma máscara, sem estatuto, sem cargo, sem aparência, sou um produto fraco, um objeto, estátua de ódio ou de anulação e de adulação. Neste contexto cheio de contingências, de falsas expetativas de verdades e inverdades.

A solução para o Dr. Sidónio é assumir-se no seu papel não cair na tentação de representação a rábula tosca e imperfeita, podem tratar-se as suas competências e as suas qualificações, o seus conhecimentos, os seus saberes, mas é difícil contratar um coração, uma vontade, uma determinação, um empenhamento, um querer e isso tem que ser o próprio a disponibilizar-se e a ceder. Estamos vivendo numa fuga mas garanto que estamos na última linha de fogo. (...)