Sérgio Potier Há para aí uns impreparados politicamente que julgam que as revoluções se fazem sem líderes. A liderança até pode ser bicéfala, tricéfala..., mas senão existir, não há revolução. Há apenas confusão, umas facadas, uns tiros, que não atingem os alvos desejados. É difícil hoje em dia ser líder de um grupo revolucionário, excepto se houver uma organização bem preparada e apoiada por forças nacionais ou extra-nacionais. Vem isto a propósito dos encontros MEETS organizados nas redes sociais, que a polícia neutraliza com muita facilidade, e que não passam de encontros miseráveis e violentos, que termina na maior parte das vezes com policias feridos, roubos e violência sobre terceiros e prisões, que segundo as novas teorias criminalistas, as polícias têm de actuar de forma científica, sem que do outro lado haja algo de científico, mas de ignorância e boçalidade. Mas esses infantis estão convencidos que as revoluções começam por roubos de telemóveis, de óculos e de outros bens. Um Estado que não dá força às autoridades policiais não passa de um estadozinho.

Uma manifestação MEETS configura uma manifestação crime e ilegal porque não está autorizada. E quem se convencer que é revolucionário através deste tipo de manifestações não passa de um imbecil. É que em alguns grupos desses indivíduos ou gangues, pensam que podem fazer uma revolução e estão convencidos que são revolucionários.

Eu próprio tenho dúvidas se actualmente, a técnica de golpe de estado de Curzio Malaparte daria resultados tal como ele a expôs à época, quanto mais um ousar de revolução sem líder.

A única forma de combater a alta tecnologia militar é através da baixa tecnologia militar, e isso está à vista de todos.