João Teixeira As notícias sobre o Partido Socialista são cada vez mais alarmantes – militante denuncia fraude nas listas do Partido em Coimbra, portanto simplesmente demitida; em Braga as quotas são pagas às centenas, incluindo as de ex-militantes falecidos, não se investiga; o PS baixa nas sondagens, a culpa de do Costa e não daquele que congeminou um prolongadíssimo processo a ver se entretanto uma “vaga de fundo” o safaria da derrota esperada, mesmo que o Partido se tramasse. Afinal , “qual é a pressa?”

Seguro diz que se anulou durante 3 anos para manter o Partido unido, mas agora que está livre como um passarinho. Pensávamos que iria finalmente malhar no Governo. Qual quê? Malhar é no Costa que ganhou as autárquicas em Lisboa com 52%, quando o PS nas Europeias teve uns escassos trinta e picos por cento na mesma cidade. António Costa é o preferido nas sondagens, mas que interessa isto. Já foi ministro com sucesso , é Presidente com sucesso, com estratégia, com obra feita na capital do País, mas isso não lhe dá créditos, segundo Seguro, e o País e até o Partido que se lixem.

Não sou militante do PS, mas sou um Português preocupado com a governação presente e futuro do meu País. Quero alternativas a esta situação e essas alternativas não vêm daqueles que não aceitaram nem aceitarão compromissos para a governação. Desculpem mas tenho que riscar, portanto, o BE e o PCP.

Resta uma oportunidade que estas eleições para candidato a 1º Ministro nos oferecem. Não as compreendo porque são para uma candidatura que não existe. A Constituição manda-nos votar para eleger deputados, não Primeiro Ministro. É mais uma originalidade, mas sejamos pragmáticos, temos de a aproveitar e forçar aqui também uma melhoria no nosso sistema político, forçando a melhoria das lideranças.

Não esperemos de António Costa um D. Sebastião, ou um qualquer Redentor. Isso não existe. Esperamos um homem honesto, com uma estratégia para o país e uma capacidade enorme de a implementar porque as dificuldades são muitas e que nos ponha, a todos, a trabalhar pelo nosso futuro. Depois caberá à sabedoria do voto escolher qual o melhor.