João Freitas Qual a natureza da experiência do turista? É trivial, superficial, experiências inventadas, um “pseudo-evento”, como considerou Boorstin (1964), ou será uma busca pelo autêntico, a peregrinação do homem moderno, como MacCannel (1973) acreditava ser ? (Erik Cohen)

A experiência da viagem envolve mobilidade através da motivação interna que é esculpida pela experiência pessoal, bem como pelo percurso no espaço. (Chris Rojek ,2000)

“A construção e subsequente consumo dos locais turísticos é essencialmente um processo sócio-cultural”. (Nicola Aitchison et al, 2001)

“As impressões que temos de um país é baseada nos locais onde estivemos, que são determinados nas experiências de outros turistas.” (Sari, turista, 28; Jaakko Suvantola, 2002)

Butler (1993) numa análise ao desenvolvimento turístico nas ilhas identificou algumas características apelativas, como: a separação física, a independência política, as diferenças culturais, um clima e ambiente atractivos, sendo estes factores de grande influência nos turistas.

“Que será que contribui para o charme de uma ilha ....? Penso que a razão principal serão os limites físicos e a mente ser capaz de construir uma imagem, como um todo.” (Weale, 1992)

“Uma Ilha à deriva do mundo ...não poluída ... razão pela qual uma Ilha pode ser um Paraíso”. (Paul Theroux, 1989)

Luis Pellegrini (1999), no seu livro, “Viagens à procura do Self”, no capítulo, “O feitiço das ilhas”, refere exemplos que a influência das ilhas tiveram na imaginação, de autores, artistas: Paul Gauguin pintou os seus melhores quadros no Taiti; Robert Louis Stevenson, que viveu e escreveu em Samoa; a grande novelista francesa Marguerite Yourcenar, que escolheu como morada uma pequena ilha na costa americana do Maine.

Que fragmentos das nossas ilhas farão parte do imaginário dos que nos visitam?