Região Autónoma precisa de dois mil milhões de euros para vivermos com desafogo Os restantes candidatos parece não terem percebido que a Região Autónoma precisa de dois mil milhões de euros para vivermos com desafogo financeiro. Ou de mil e quinhentos milhões para continuarmos nesta agonia generalizada, já que só temos garantido mil milhões. Daqui a dois anos, tendo de pagar a divida e os respectivos juros, uma média anual de pouco menos de duzentos milhões anuais, se não duplicarmos as nossas receitas ficaremos em situação de incumprimento e insuficiente capacidade financeira. Irão ter de fazer despedimentos na função pública, os serviços públicos, nomeadamente a saúde e a educação, agravarão a sua já deficiente prestação nos cuidados de saúde e no acompanhamento de alunos e professores, a manutenção dos equipamentos e infraestruturas será definitivamente abandonada e esqueçam qualquer novo investimento público. Esta será a realidade da vida na Madeira, o Porto Santo porventura ainda terá dificuldades adicionais, se não encontrarmos uma nova receita para o orçamento regional de, pelo menos, mais mil milhões de euros. Repito: só temos mil milhões de receitas e precisamos de mais mil milhões. Para cúmulo, os madeirenses e porto-santenses não podem pagar este nível de impostos, já que pagamos mais impostos que os continentais e açoreanos, os idosos e pensionistas já foram roubados em demasia, o desemprego atinge quase todas as famílias e os jovens não têm oportunidade nem de emprego nem de serem empreendedores. E é um delírio ler e ouvir os restantes candidatos, sem excepção, prometendo tanta despesa que irão realizar para agradar ao povo sem explicarem primeiro onde vão arranjar o dinheiro necessário. Não só para os sonhos que andam a prometer como para o que é básico e indispensável e para o qual não terão dinheiro. Eu fui o único candidato a apresentar um programa para a Madeira. Um programa que, inclusivamente, esclarece como me proponho duplicar as receitas fiscais da Madeira, reduzindo os impostos das famílias e das empresa madeirenses. Já que as famílias e as empresas madeirenses não podem pagar este nível de impostos, temos de acelerar um modelo fiscal autónomo do nacional capaz de atrair para a nossa Região as empresas estrangeiras suficientes para captarmos os impostos que, precisamos cobrar mas que nós madeirenses não podemos pagar. Mais o emprego, aluguer de escritórios, serviços diversos e tudo o que vão necessitar. No fundo, precisamos fazer como fizeram no Luxemburgo, Malta, Chipre, Holanda, Áustria, Jersey, Guernesey, etc., para terem desafogo financeiro. E se estes países e regiões fizeram porque nós não podemos fazer igual? Mais a mais, agora que vamos ter a presidir à Comissão Europeia o campeão da flexibilidade fiscal na Europa, o senhor Jean Claude Juncker, anterior primeiro ministro do Luxemburgo. Então, os outros europeus podem desenvolver modelos fiscais capazes de atrair dezenas de milhares de empresas estrangeiras e nós só podemos ter um modelo restritivo que nem atrai duas mil empresas. E o ridículo foi ler um dia destes que o Centro Internacional de Negócios tinha crescido sessenta por cento no início deste ano já que se tinham inscrito novas oitenta empresas. Ao menos tenham vergonha do ridículo. A Madeira precisa de dezenas de milhares de empresas e pode captá-las. É delírio anedótico falar de dezenas de empresas quando podemos ir buscar dezenas de milhares. E Portugal não nos pode impedir de conquistarmos a nossa felicidade. Que eles não tenham solução para o País, todos já percebemos. Agora que nos queiram impedir de viver bem na Madeira e no Porto Santo, isso já não podemos aceitar. Nem que nos tenhamos de revoltar! Entretanto, os temas dos restantes candidatos à liderança do PSD-Madeira continuam a ser ideias tão giras quanto impossíveis de concretizar sem mais receitas. Quando começam a falar de coisas sérias? Receitas fiscais, emprego, pensões, etc. Lá para Janeiro? Miguel de Sousa
Região Autónoma precisa de dois mil milhões de euros para vivermos com desafogo
Os restantes candidatos parece não terem percebido que a Região Autónoma precisa de dois mil milhões de euros para vivermos com desafogo financeiro.
Ou de mil e quinhentos milhões para continuarmos nesta agonia generalizada, já que só temos garantido mil milhões. Daqui a dois anos, tendo de pagar a divida e os respectivos juros, uma média anual de pouco menos de duzentos milhões anuais, se não duplicarmos as nossas receitas ficaremos em situação de incumprimento e insuficiente capacidade financeira. Irão ter de fazer despedimentos na função pública, os serviços públicos, nomeadamente a saúde e a educação, agravarão a sua já deficiente prestação nos cuidados de saúde e no acompanhamento de alunos e professores, a manutenção dos equipamentos e infraestruturas será definitivamente abandonada e esqueçam qualquer novo investimento público.
Esta será a realidade da vida na Madeira, o Porto Santo porventura ainda terá dificuldades adicionais, se não encontrarmos uma nova receita para o orçamento regional de, pelo menos, mais mil milhões de euros.
Repito: só temos mil milhões de receitas e precisamos de mais mil milhões.
Para cúmulo, os madeirenses e porto-santenses não podem pagar este nível de impostos, já que pagamos mais impostos que os continentais e açoreanos, os idosos e pensionistas já foram roubados em demasia, o desemprego atinge quase todas as famílias e os jovens não têm oportunidade nem de emprego nem de serem empreendedores.
E é um delírio ler e ouvir os restantes candidatos, sem excepção, prometendo tanta despesa que irão realizar para agradar ao povo sem explicarem primeiro onde vão arranjar o dinheiro necessário. Não só para os sonhos que andam a prometer como para o que é básico e indispensável e para o qual não terão dinheiro.
Eu fui o único candidato a apresentar um programa para a Madeira. Um programa que, inclusivamente, esclarece como me proponho duplicar as receitas fiscais da Madeira, reduzindo os impostos das famílias e das empresa madeirenses.
Já que as famílias e as empresas madeirenses não podem pagar este nível de impostos, temos de acelerar um modelo fiscal autónomo do nacional capaz de atrair para a nossa Região as empresas estrangeiras suficientes para captarmos os impostos que, precisamos cobrar mas que nós madeirenses não podemos pagar. Mais o emprego, aluguer de escritórios, serviços diversos e tudo o que vão necessitar.
No fundo, precisamos fazer como fizeram no Luxemburgo, Malta, Chipre, Holanda, Áustria, Jersey, Guernesey, etc., para terem desafogo financeiro.
E se estes países e regiões fizeram porque nós não podemos fazer igual?
Mais a mais, agora que vamos ter a presidir à Comissão Europeia o campeão da flexibilidade fiscal na Europa, o senhor Jean Claude Juncker, anterior primeiro ministro do Luxemburgo.
Então, os outros europeus podem desenvolver modelos fiscais capazes de atrair dezenas de milhares de empresas estrangeiras e nós só podemos ter um modelo restritivo que nem atrai duas mil empresas. E o ridículo foi ler um dia destes que o Centro Internacional de Negócios tinha crescido sessenta por cento no início deste ano já que se tinham inscrito novas oitenta empresas. Ao menos tenham vergonha do ridículo. A Madeira precisa de dezenas de milhares de empresas e pode captá-las. É delírio anedótico falar de dezenas de empresas quando podemos ir buscar dezenas de milhares.
E Portugal não nos pode impedir de conquistarmos a nossa felicidade. Que eles não tenham solução para o País, todos já percebemos. Agora que nos queiram impedir de viver bem na Madeira e no Porto Santo, isso já não podemos aceitar.
Nem que nos tenhamos de revoltar!
Entretanto, os temas dos restantes candidatos à liderança do PSD-Madeira continuam a ser ideias tão giras quanto impossíveis de concretizar sem mais receitas. Quando começam a falar de coisas sérias? Receitas fiscais, emprego, pensões, etc.
Lá para Janeiro?
Miguel de Sousa