J. Edgar Marques da Silva Die Verwandlung: “Quando Gregor Samsa despertou, certa manhã, de um sonho agitado viu que se transformara, durante o sono, numa espécie monstruosa de insecto.” Novela escrita em 1912 e publicada em 1915 por Franz Kafka, que retrata o desespero do Homem perante o absurdo do mundo; é também interessante saber, que em nenhum momento da obra Gregor se apercebe que se transformou num insecto. Vivemos tempos de crise, onde se clama e desespera por “mudança”, onde se acalenta o sonho, de uma vida melhor, face ao mundo de políticas e políticos, absurdos e aparentemente desligados da realidade, e numa génese quase que por geração espontânea, desabrocham pela “mão de políticos”, e talvez aqui resida o “erro da equação”, clamores de mudança, entregues em mão, e nas mãos de cidadãos, que inebriados pelo calor do clamor, entregam-se de alma e espirito numa empreitada de mudança, empreitada essa que implica uma dedicação total, mas cujo sacrifício se justifica, pelo grito em uníssono de um povo e de uma cidade que anseia, ou pelo menos ansiava por uma mudança, de gentes, de políticas de mentalidades de comportamentos, gente que “olhava pelas e para as pessoas” e compreendia a realidade em que todos sem excepção viviam: momentos difíceis. Mas eis que “Die Verwandlung”, opera sobre a mudança, a metamorfose, “sim porque o poder altera e dizem corrompe”, a ânsia, a gula, pelo poder tudo transforma, talvez, até uma metamorfose cuja ocorrência, era até expectável, pela “analise do DNA” político dominante na equação, e eis que de uma assentada a larva azulada deu origem a uma borboleta rosa, do casulo emerge uma bela borboleta que nada tem a ver com o organismo que para lá entrou, fazendo lembrar a história do patinho feio; na realidade a “mudança” como na história de Kafka, queria ser uma bela borboleta, mas a larva azulada, infelizmente, deu origem a um insecto rosa, o qual não se reconhece nem admite como tal, julga erradamente ser o “original”, apenas ficou igual ou parecida, com o “pecado nada original”, aquele que dizia querer purgar. Fazer diferente, não implica ser diferente, exige-se sim “ser mais do que parecer ser”; implica saber olhar para a realidade, não a distorcer, mas sim a podermos alterar de forma natural, sem nada partir, nem ninguém dispensar, numa luta onde todos são soldados de mérito reconhecido e valorizado; onde não se “indefere nada, mas sempre se reencaminha”, porque recursos, na comunidade é que não faltam, “não estão é à vista de todos”, ou pelo menos nem a todos saltam à vista... A esperança é sempre a ultima a morrer, mesmo que seja sempre a primeira a cair, ela levanta-se vezes sem conta, aguardemos então por um futuro melhor, com “gente que considere a gente” como todos iguais, em direitos e deveres, o tempo na para nem as oportunidades, e até no futebol, já nasceu um novo prodígio Rayan Gauld e vem para o Sporting...