Conceição Pereira Estamos a viver um momento de grande violência. São as guerras declaradas, países bombardeados, homens que se matam, bombas que explodem por todo o lado e assassinam idosos, crianças, mães grávidas rodeadas de filhos, populações à fome e à sede e tudo isto porquê? Porque há grandes interesses em questão, porque os países fortes fomentam guerras para conquistarem mais poder, porque o fabrico e o comércio de armas tem de continuar. São as guerras silenciosas, patrocinadas também pelos altos interesses, que tudo fazem para destruir os direitos e os bens das maiorias e assim açambarcam fortunas cada vez maiores. Ainda há pouco tempo a C. Social noticiou que 1% da população portuguesa é detentora da maior parte dos rendimentos de Portugal. E a nós aponta-nos a “crise económica” como a causa da pobreza que aumenta cada vez mais na população portuguesa, quando, na verdade, são os poderosos e gananciosos que destroem as nossas vidas. São as novas regras regras impostas para destruir, não só salários, mas a segurança social, direitos do trabalho, saúde, educação, tudo sacrificado no “altar” do lucro para os grandes ricaços. São as drogas várias que esses magnatas vão inventando para destruírem jovens, adultos, famílias inteiras. Uma vez que dá lucro, fabrica-se e vende-se impunemente. E para não faltar nada, incute-se nas pessoas a cultura da violência, da competição, e já ninguém se sente seguro. De repente, pessoas recebem do céu um pedaço ou um avião inteiro que não foi devidamente construído ou consertado, alguém nos dá uma pancada e rouba os nossos bens, ou entra na nossa casa quando menos se espera. E o “lar, doce lar” tornou-se em inferno para muitas mulheres e às vezes é aí a sua própria sepultura. Perante este mar imenso de guerras e outras violências todos nós, que nos sentimos ameaçados, devemos empenhar-nos em construir a Solidariedade e o Bem Comum, porque precisamos urgentemente de PAZ e CONCÓRDIA entre os seres humanos.