Miguel Fonseca Circula, desde domingo, por iniciativa de uma plataforma cívica de cidadãos uma petição pública com o endereço http:/peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT74344 para que a Assembleia Legislativa da Madeira, depois de regulamentar o referendo regional, o único parlamento que ainda o não fez, submeta a referendo a questão do novo hospital. Tenho, como primeiro subscritor, recebido apoio público e pessoal de vários dirigentes políticos de diferentes quadrantes, o que só revela a sua luta em defesa do interesse público, acima das divergências ideológicas, pois há momentos em que o compromisso em nome de causas estratégicas para o futuro da Madeira é não só é possível como é inalienável! Na verdade, o povo tem direito a ser chamado a decidir as grandes questões que lhe dizem respeito! Depois de um debate sério, pesando todos os prós e contras, do ponto de vista do interesse dos doentes, dos contribuintes em geral, dos compromissos políticos, dos custos financeiros, incluindo a discussão de saber se é um investimento de interesse nacional – e é! – do ordenamento do território e ambiente, das questões técnicas e humanas, o povo soberano decidirá. Uns optarão pelo sim, outros, pelo não, depois de devidamente bem informados, e haverá uma maioria que determinará uma escolha consciente. Não pode ser Alberto João Jardim, nem Cunha Silva, nem Sérgio Marques, nem Miguel Albuquerque, nem Miguel de Sousa, nem Manuel António, nem Jaime Ramos, nem Vítor Freitas, nem Carlos João Pereira, nem Roberto Almada, nem Rodrigo Trancoso, nem Rui Almeida, nem José Manuel Rodrigues, nem Rui Barreto, nem António Lopes da António, nem João Isidoro Gonçalves, nem Miguel Luís da Fonseca, nem nenhum cidadão “de per se” e, enfim, nenhum político, a decidir individualmente uma obra desta dimensão em todas as suas implicações - deve ser o povo, que é quem mais ordena – e quem paga! - num processo de democracia participativa, como se faz em países como a Suiça. Não se trata de beneficiar o partido A ou o Partido B, mas de não mais penalizar os cidadãos em obras sobre as quais eles não foram consultados, mal decidas, quer do ponto de vista do custo de oportunidade, quer do ponto de vista da sua engenharia financeira, mas que empenharam o nosso futuro para várias gerações, algumas das quais sem préstimo ou mais-valia, o que não é o caso. Por exemplo: se o povo português ou lisboeta tivesse sido ouvido sobre a construção da Ponte Vasco da Gama, será que, conhecendo a engenharia financeira com a Lusoponte, teria decidido aquela ponte, pelos menos nos modes financeiros em que o foi, e em que os portugueses vão ter de pagá-la várias vezes e já pagaram! Oiça-se o povo, até porque, quanto a isto, vê-se alguns partidos divididos sobre o que fazer, justamente porque falta a massa crítica que tem de ser ouvida: médicos, enfermeiros, arquitectos, ambientalistas e todos os técnicos relacionados com as diversas vertentes envolvidas. Dê-se a palavra ao povo! Mas que o povo se pronuncie, para depois não acusar os políticos de decidir nas suas costas, assinando, para já, a petição! Finalmente, como primeiro subscritor desta petição, apelo a todos os partidos representados na ALR para que aprovem, por consenso, a proposta de regulamentação do referendo regional e a todos os cidadãos que assinem a petição no mesmo sentido.