Eduardo Freitas Estamos exactamente a meio do segundo mandato do Presidente dos EUA. Imagine-se o seguinte diálogo: - Barack Obama. demita-se, tem de se demitir, pode recandidatar-se, mas antes tem de se demitir, pois usou os meios do Estado para a sua campanha. E que meios foram esses? Por exemplo, o “air force one”, como se a segurança da pessoa de Barack Obama deixasse de ser importante quando ele se deslocou pelo país para a sua reeleição! Mas será que isto faz sentido? Imaginemos que Barack Obama teria que passar novamente por umas primárias na recandidatura a Presidente dos Estados Unidos da América. É só a maior e mais desenvolvida democracia do Mundo, mas será que alguém, em sua perfeita consciência, pediria isso no Partido Democrata? Mas vamos para o cenário português, será que alguém teve coragem de apresentar uma candidatura no interior do PSD ou até pedir a demissão de Primeiro-Ministro de Pedro Passos Coelho aquando as eleições internas do partido? Mas isto fará algum sentido? Claro que não! Por isso, caros amigos, não comecem a exigir demissões de ninguém e a levar a Região para uma situação de bloqueio só porque alguns “quèquezinhos” querem ser candidatos e acham que não têm meios iguais aos outros. Isto quem não sabe... fazer campanha, até a boa governação dos outros lhe incomoda! Paremos os EUA, a Europa, o País, a Região e, quiçá, o Mundo, só porque há umas eleições partidárias. ^Simplesmente ridículo! Os militantes exigem propostas e não “fait divers” ou demagogia barata! Quem as não tem, que não venha para a comunicação social dizer tontices só para ter direito a tempo de antena! E fazer o jogo da Oposição Agora, que se comece, finalmente, a campanha!