Jorge Martins Funchal, Madeira, 1 de julho de 2014. Dirigir-me aos leitores do DN-Madeira nesta data, longe de ser um acaso, representa o respeito que sempre dediquei aos que, quando não era fácil nem tonto , antes de Abril de 1974, dedicaram todo o seu esforço ao desenvolvimento da Madeira, Arquipélago, e à melhoria das condições de vida dos seus cidadãos, quantos deles. dezenas de milhar, embarcados para longínquas paragens, fugindo à desbragada exploração dos senhores feudais, tão Madeirenses quanto eles, que aqui, ditavam suas “leis”. É bom que não esqueçamos !!!! Depois veio a “coisa”, a festa, alguma instrução, uma saúde que nunca existira, educação pouca ou nenhuma e gastos que não lembram ao diabo. Não , não falo do “divino” alcatrão”, antes do, noutras paragens apelidado de “mensalão”, doutros fragores que se não pagam com um tostão. Desfizeram a Autonomia, eles que se intitulavam os seus defensores primeiros, foram, objectivamente, os seus próceres. Liquidaram-na e com ela a esperança duma vida melhor, não a das “jogatanas”, mas a que traria instrução , saúde, educação, conhecimento, enfim , uma vida de cidadãos de corpo inteiro aos que aqui nasceram e vivem. Fizeram disto um casino jogado “à milhada” à mesa do orçamento público e agora embarcam também, “mais bem” condicionados que os outros, ainda que procurando “el dorados” que a civilização vai cada vez menos permitindo. Auguro-lhes um final feliz, ainda que na Ilha de Santa Helena onde Napoleão percebeu o que lhe tinha acontecido. Porventura , alguns, acabarão na Ilha de Fernão Pó e outros, sós!