Pena nossa, que a educação e condução rodoviárias não sejam ensinadas nas escolas Antigamente, quando só havia um espelho retrovisor nos automóveis e quando também não eram precisas “cunhas” para tirar carta de condução - porque quem conduzia sabia mesmo conduzir - toda a gente conseguia estacionar, virando cabeça e tronco para a rectaguarda, após colocar a mão direita no banco do lado. Estacionar, exigia na realidade alguma perícia, mas nunca tanta perícia como a exigida para fazer a baínha dumas calças de ganga. Agora, com tanta T.P. - Tecnologia de Ponta - espelhos retrovisores múltiplos, variáveis e convexos, com sensores á frente e atrás - oferecidos de borla por cortesia da fábrica - com automóveis desenhados para fornecer a mais ampla visibilidade, com carros automáticos, sem a “chatice” da embraiagem, com tudo isto, paradoxalmente, tornou-se mais difícil estacionar - e é mais fácil, quiçá, fazer a tal baínha das calças. Porque o resultado salta á vista: carros estacionados em cima do passeio, meio-passeio ou passeio completo, estacionados em contra-mão - que é motivo de reboque em qualquer país organizado - dois carros em espaço para três, estacionamento de “bico” com o “rabo” de fora, etc, etc, ... basta dar uma voltinha pelo centro da cidade ...! Tudo na vida tem o lado bom e o lado mau, ... e assim as novas tecnologias, introduzidas nos automóveis, provocaram uma enorme facilidade na condução, e o condutor - com essas tantas facilidades - pensa que não precisa de fazer nada dentro do seu carro e torna-se deste modo, indolente, lázaro e preguiçoso, revelando um laxismo impressionante. E com exemplos gritantes: querer estacionar entrando de frente, quando a melhor decisão é entrar de marcha-atrás - exactamente a mesma coisa quando se veste uma peça de roupa ... umas entram melhor por cima e outras melhor por baixo; subir e descer passeios, raspando o fundo e os ailerons do carro - e não se ouve nada porque está com o AC e a HI-FI ligados; parar em todo o lado, onde der mais jeito, ... e não acontece nada! Os telemóveis já falam, soletrando o nome quem está a telefonar - e não se trata duma fábula do La Fontaine ... os automóveis deveriam ter um sistema falante também, de segurança, com sensor e comunicação, avisador duma ocorrência, numa situação irregular, do tipo: quando o carro sobe um passeio, solta-se uma voz que diz: - Ó seu burro, estás a subir um passeio, onde podem estar a passar pessoas! Ou então, quando está a estacionar e choca com as outras viaturas á frente e atrás: - Não vês que o carro não cabe aí, seu anormal! Já bateste por duas vezes com os pára-choques! Deste modo, e como teremos de conviver com muitos destes condutores, menos dextros e domingueiros, em toda a semana de trabalho - alguns com dificuldades para conduzir com as duas mãos no volante, mas que ainda ocupam uma delas para fumar um cigarrinho - como solução imediata, aconselhamos essas pessoas: 1º antes de se sentarem na respectiva viatura, tomar uma aspirina em copo de água - para “diluir” o stress rodoviário; 2º treinar em casa, como meter uma linha numa agulha de coser, dez vezes seguidas sem falhar o alvo e 3º descascar uma laranja com os olhos vendados. Depois de realizarem estas operações com sucesso, metam-se ao trânsito utilizando sempre o bom senso, sem buzinadelas. Pena nossa, que a educação e condução rodoviárias não sejam ensinadas nas escolas! As crianças não têm os vícios dos adultos e daí resultariam decididamente melhores condutores. P.S. O Mundial acabou! Uff ! E o meu comentário é: se o Messi fosse esperto oferecia o troféu que não mereceu, a um colega jogador que verdadeiramente o mereça! José Manuel Morna Ramos
Pena nossa, que a educação e condução rodoviárias não sejam ensinadas nas escolas
Antigamente, quando só havia um espelho retrovisor nos automóveis e quando também não eram precisas “cunhas” para tirar carta de condução - porque quem conduzia sabia mesmo conduzir - toda a gente conseguia estacionar, virando cabeça e tronco para a rectaguarda, após colocar a mão direita no banco do lado. Estacionar, exigia na realidade alguma perícia, mas nunca tanta perícia como a exigida para fazer a baínha dumas calças de ganga. Agora, com tanta T.P. - Tecnologia de Ponta - espelhos retrovisores múltiplos, variáveis e convexos, com sensores á frente e atrás - oferecidos de borla por cortesia da fábrica - com automóveis desenhados para fornecer a mais ampla visibilidade, com carros automáticos, sem a “chatice” da embraiagem, com tudo isto, paradoxalmente, tornou-se mais difícil estacionar - e é mais fácil, quiçá, fazer a tal baínha das calças. Porque o resultado salta á vista: carros estacionados em cima do passeio, meio-passeio ou passeio completo, estacionados em contra-mão - que é motivo de reboque em qualquer país organizado - dois carros em espaço para três, estacionamento de “bico” com o “rabo” de fora, etc, etc, ... basta dar uma voltinha pelo centro da cidade ...! Tudo na vida tem o lado bom e o lado mau, ... e assim as novas tecnologias, introduzidas nos automóveis, provocaram uma enorme facilidade na condução, e o condutor - com essas tantas facilidades - pensa que não precisa de fazer nada dentro do seu carro e torna-se deste modo, indolente, lázaro e preguiçoso, revelando um laxismo impressionante. E com exemplos gritantes: querer estacionar entrando de frente, quando a melhor decisão é entrar de marcha-atrás - exactamente a mesma coisa quando se veste uma peça de roupa ... umas entram melhor por cima e outras melhor por baixo; subir e descer passeios, raspando o fundo e os ailerons do carro - e não se ouve nada porque está com o AC e a HI-FI ligados; parar em todo o lado, onde der mais jeito, ... e não acontece nada!
Os telemóveis já falam, soletrando o nome quem está a telefonar - e não se trata duma fábula do La Fontaine ... os automóveis deveriam ter um sistema falante também, de segurança, com sensor e comunicação, avisador duma ocorrência, numa situação irregular, do tipo: quando o carro sobe um passeio, solta-se uma voz que diz: - Ó seu burro, estás a subir um passeio, onde podem estar a passar pessoas! Ou então, quando está a estacionar e choca com as outras viaturas á frente e atrás: - Não vês que o carro não cabe aí, seu anormal! Já bateste por duas vezes com os pára-choques!
Deste modo, e como teremos de conviver com muitos destes condutores, menos dextros e domingueiros, em toda a semana de trabalho - alguns com dificuldades para conduzir com as duas mãos no volante, mas que ainda ocupam uma delas para fumar um cigarrinho - como solução imediata, aconselhamos essas pessoas: 1º antes de se sentarem na respectiva viatura, tomar uma aspirina em copo de água - para “diluir” o stress rodoviário; 2º treinar em casa, como meter uma linha numa agulha de coser, dez vezes seguidas sem falhar o alvo e 3º descascar uma laranja com os olhos vendados. Depois de realizarem estas operações com sucesso, metam-se ao trânsito utilizando sempre o bom senso, sem buzinadelas. Pena nossa, que a educação e condução rodoviárias não sejam ensinadas nas escolas! As crianças não têm os vícios dos adultos e daí resultariam decididamente melhores condutores.
P.S. O Mundial acabou! Uff ! E o meu comentário é: se o Messi fosse esperto oferecia o troféu que não mereceu, a um colega jogador que verdadeiramente o mereça!
José Manuel Morna Ramos