No dia seguinte a Alberto João Jardim voltar a anunciar que não se vai recandidatar à liderança do PSD, seria ingrato da minha parte, como madeirense e social-democrata de base, não aproveitar a oportunidade para vir publicamente agradecer o que, na qualidade de presidente do Governo Regional , fez pela Região. Contribuiu de forma decisiva e decidida para a qualidade de vida dos madeirenses, com a construção de infraestruturas (muitas desnecessárias) que nos penaliza a todos porque temos de as pagar, aproveitando os fundos comunitários, e deixou dívida, mas pergunto, qual o presidente de governo que saiu e/ou está de saída e deixou dinheiro a prazo? José Sócrates (?), Passos Coelho (?) nas aplicações dos ‘fundos’ do Banco Espírito Santo ou não fossem esses governantes que, iluminados e influenciados pelo ‘banqueiro’ Ricardo Salgado, chamaram a troika para lixar os portugueses?
Alberto João Jardim merecia uma estátua se saísse há 10/15 anos mas deixou-se levar pelos lobbies, continua a arrastar-se de forma arrogante na liderança do partido e da governação, tem dificuldade em respeitar quem não é ‘yes man’, aplicando a máxima ’quem não é por mim é contra mim’, e vai sair pela porta pequena. Com o PSD dividido na escolha de um novo líder.
E os social-democratas terão de escolher entre o partido e o governo. Há candidatos que podem controlar a máquina partidária, ganhar as eleições internas mas arriscam-se a perder as próximas legislativas regionais. Na minha modesta opinião todos são grandes militantes com provas dadas, mas deveriam unir-se à volta de Miguel Albuquerque sob pena do PSD não conseguir uma maioria em 2015. É tudo uma questão de “lucidez e compreensão” como muito bem alertou Francisco Sá Carneiro em devido tempo.
Uma determinada facção conseguir inscrever muitos militantes e ganhar as eleições internas não significa vitória nas regionais, porque simplesmente não são os mesmos que votam.
Miguel Albuquerque, para além de ter sido o primeiro a anunciar a sua candidatura e ter capacidade de liderança, foi o único dos 5 candidatos que já se apresentou ao escrutínio da população, vencendo sempre no concelho mais populoso. Não é tudo mas é como o código postal… meio caminho andado”.
Não ponho em dúvida a competência dos outros candidatos, mas coloco a cada um a questão, se acham que, depois de ganhar o partido sentem capacidade para vencer as eleições regionais?
Entendam-se e demonstrem união sob pena de depois não terem de chorar sob o leite derramado. Todos juntos poderão, com a sua capacidade, e com uma liderança competente, mais flexível e menos arrogante , ganhar o partido e as eleições regionais, porque o eleitorado madeirense já não vai atrás de cantigas e de folclore, porque os tempos são outros. As últimas eleições autárquicas são um bom exemplo para lembrar e não para esquecer. Cunha e Silva, Sérgio Marques, Manuel António e Miguel de Sousa podem continuar a ser úteis ao partido e à Madeira noutras funções sob a liderança de Miguel Albuquerque.
Termino com o título em epígrafe, o partido ou o governo?
Miguel Justino