Miguel Fonseca 1. O CDS-PP desencadeou uma sondagem para uma “uma petição popular - já está disponível na internet - a favor de uma revisão do modelo de liberalização dos transportes aéreos entre a Madeira e o Continente que conduza a preços mais acessíveis para os residentes”. Parece paradoxal, vindo de um partido que está no governo, mas eu apoio: dar mais força política ao assunto. Quanto ao assunto em si, em que todos já falharam uma vez, PSD, PS e CDS, no governo e na Oposição, seria bom saber o que se passa noutros destinos: Açores, Canárias, Martinica, a ilha natal de Josephine de Napoleão, e outras ilhas da União. Sobre isso, quem muito estudou o assunto, como estudante em Lisboa e líder do NESD, foi o Engenheiro Eduardo Pereira de Freitas. E submeta-se a referendo, se a questão é a força política.

2. Sobre a ampliação do atual Hospital e o Novo hospital, tenho visto argumentos que dão para qualquer solução como o da qualidade do serviço, e esse está, sobretudo, no lado humano, sem descurar a vertente técnica. Chegar a um hospital deste país com dores horríveis e ser considerado não prioritário por uma atendedora ou receber uma cartão do consultório privado, o que não acontece cá, isso pode acontecer em hospital novo e hospital velho. O que mais tenho visto é política partidária pura e dura. Faça-se um estudo a sério, com a coonestação de todos e submeta-se a opção aos cidadãos em referendo.

3. Dívida: mais política partidária seca e dura a pensar em votos. Apresente-se uma solução que inclua uma vertente regional, nacional e europeia, baseada na Autonomia, na subsidiariedade, na Constituição e nos Tratados europeus e submeta-se a referendo. O que diz a Constituição?

A chave está na forma da pergunta.

4. Ou seja, o que está em causa é que a democracia representativa não pode opor-se nem impedir a democracia representativa, ambas se completam e se fortalcem. De futuro, nenhuma decisão da envergadura das anteriores, que mexam com o bolso dos cidadãos, devia ser decidida, nomeadamente obras desta envergadura, aos cidadãos, para que estes decidam se sim ou não. É assim na Suiça. Esta é uma proposta da Plataforma Nós Conseguimos que está a ser construída a partir da participação cívica dos madeirenses. Em breve, haverá novidades.