
A sondagem que o DIÁRIO publicou, esta semana, é algo parecido ao que o PS pretende fazer: perguntar a militantes e simpatizantes que querem para líder. Uma opção discutível, que no extremo anula a própria existência dos partidos da forma que os conhecemos, mas que é um exercício de democracia legítimo e até inovador.
No caso da sondagem, o partido era outro, havia mais do que dois candidatos, mas o resultado foi mais do que claro. Ficou fácil saber quem preferem os simpatizantes e sócios do clube laranja. Nada de surpreendente porque já é assim há vários anos, muito antes dos confrontos violentos dos últimos tempos.
O que surpreende e faz pensar que o raciocínio lógico é um privilégio de poucos é ouvir alguns militantes, dirigentes, empregados e outros dependentes do PSD-Madeira. Esta gente não percebeu onde está, onde vive e o que lhes está a acontecer.
Se já é um verdadeiro atestado de menoridade intelectual repetir as frases sem nexo de um líder que, como disse numa entrevista, o que quer é que o deixem em paz, acreditar nisso deveria ser sinónimo de incapacidade.
Depois do ‘porradão’ que o PSD-M levou nas últimas autárquicas – perder sete das onze câmaras que tinha não é derrota, é massacre – ainda há quem se recuse a ver o óbvio: a continuar pelo mesmo caminho, a derrota nas regionais é um dado quase adquirido. Mas, como diz o povo, ‘o que vai por gosto, regala a via’...
É este partido, partido em vários bocados e com mais facções do que alguma vez se imaginou possível, que realiza, hoje, a sua festa de Verão. Um acontecimento político-lúdico que é um marco nacional, por todo o tipo de razões.
O último Chão da Lagoa em que Jardim fala na qualidade de líder, pode ser o ‘ano zero’ do no PSD-M ou, o primeiro dos poucos dias do resto da vida de um partido que tarda em saber para onde vai.
A oposição agradece, esfrega as mãos e também lê sondagens e percebe que a oportunidade está ali, muito clara e sem necessitar de legendas. Só é preciso o PSD escolher o líder certo...