É espantoso verificar que ninguém fala de receitas, com excepção do meu programa Continuo sendo o único candidato à liderança do PSD-M que apresentou um programa que intitulei ‘4 ANOS PARA UMA NOVA MADEIRA’.
Este programa irritou e provocou intervenções, algumas mesmo mal educadas, dos que têm responsabilidade na grave crise que enfrentamos e não têm solução para a sua cura.
Nem melhoria imediata nem cura a prazo. DESISTIRAM. PERDERAM. E continuam !
Entretêm o povo a falar de purgas partidárias, contabilidade de séculos, revisão constitucional como nova via para Portugal, adiamento da saída dos cargos que prometeram deixar e outras “histórias” divertidas que nada resolvem e tudo deixam na mesma. Continuar a agonia financeira, económica e social da Madeira e das suas famílias.
Outros persistem na ânsia de “pedir” assinaturas para a subscrição das suas candidaturas, cujo prazo termina lá para os finais de Novembro.
Pressionam dirigentes da administração pública e funcionários usando suas dependências para dar uma ideia exterior de largos apoios partidários.
Alguns secretários regionais e presidentes de empresas e institutos públicos têm dado um triste exemplo de democracia, companheirismo e respeito pela opinião e consciência de cada um dos seus colegas e colaboradores. Grande “ambiente” de trabalho !
Já ninguém apaga esta mancha das suas campanhas.
Uma estranha forma de ocupar o tempo de campanha que deveria ter prioridade no esclarecimento dos militantes e dos madeirenses em geral.
Mas esclarecer o quê, se não têm programa?
Vejam o exemplo da noticia de um conjunto de médicos, directores de diferentes serviços de saúde, reunirem com o secretário regional para fazerem o programa de um dos candidatos que também é membro do governo. Será preciso esta justificação para o secretário regional da saúde reunir com os respectivos directores e saber o que pensam? O secretário regional ainda não sabe o que propõem os seus directores de serviços hospitalares ? Vai o actual secretário regional sugerir para o colega candidato programa diferente do que está executando com os actuais directores de serviço? E tudo isto já não é a garantia que o secretário regional será o mesmo se essa candidatura vencer? Para continuar o que se está fazendo..... Derretendo dinheiro, especialidade desse candidato, no actual hospital!
Chamo a atenção para a primeira frase do ‘porta-voz’: “Este é um sector prioritário e motivo de grande preocupação”. O tal serviço de saúde que já foi exemplo e orgulho do governo, do PSD e dos profissionais da saúde.
É de sentir calafrios ! É hábito nos programas eleitorais serem apresentados os gastos que são propostos ser realizados se forem bem sucedidos eleitoralmente. Vão fazer isto, mais aquilo e outras coisas mais.
Convém lembrar que desta vez não é igual ao costume. Ou seja, se não descobrirem novas receitas financeiras, não só não vão realizar qualquer obra ou novo serviço como, bem ao contrário, vão ter de suprimir muitos apoios que são necessários e satisfazem a população. E são indispensáveis aos mais carenciados.
Por isso, é espantoso e delirante verificar que ninguém fala de receitas, com excepção do meu programa. Todos falam de mil e uma coisas, mas quanto a como vamos aumentar as nossas receitas orçamentais...... NADA !
Se não duplicarmos, e o meu programa propõe exactamente isso, as nossas receitas fiscais, sem ser à custa dos impostos dos madeirenses, ninguém vai poder ser presidente de coisa alguma. Porque sem mais esses mil milhões de euros adicionais, não há possibilidades de realizar qualquer programa de governo.
Portanto, para que servem todas essas assinaturas ( faz lembrar os “diamantes de sangue”) se não têm programa para arrecadarem as receitas mínimas necessárias ao orçamento regional?
Para quê entregar oficialmente as respectivas candidaturas se nem programa têm?
E há quem vá na segunda tentativa. Sabem o que propõem?
Não! Apenas sabem que já entregaram as assinaturas da candidatura anterior. PS: Lamento este arrastar minguante do chefe de tudo isto. Os seus bonecos “Boca Pequena”, no JM de ontem, são da mais gratuita “baixeza” política, num vale tudo desprezível e abominável. Espero que não me leve a revelar episódios deste ano, pelos quais encomendou me garantirem que seria presidente da Assembleia se não me candidatasse. Como a promessa de tal cargo para quando o Dr. Nélio Mendonça se retirasse, o que, nessa data, me escusei.
Não quero ser o que já me propôs. Quero governar, que é o que não faz. Já fez, mas há muito que não faz. E era bom ficarmos por aqui. Porque não tenho medo. E não me calo. Já agora, quem é o abre-caminho dos interesses de Jaime Ramos?
Miguel de Sousa