Dioniso Andrade Quando o Presidente da Câmara, Prof. Paulo Cafôfo retirou os pelouros ao Vereador Gil Canha disse em alto e bom som na RTP/Madeira que a razão principal para a retirada dos pelouros ao vereador era que este andava a perseguir os comerciantes com medidas duras e repressivas.
Diz o adágio popular que “mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo” e de facto chegamos à conclusão que Paulo Cafôfo mentiu. Há dias passei na Zona Velha e vi funcionários da câmara acompanhados pela polícia a retirar mesas e cadeiras da via pública, do restaurante Violino.
Deste modo, os tais métodos “repressivos” do antigo vereador que o Presidente dizia não concordar e por isso “o despediu”, está a repeti-los, e pior ainda, utiliza-os de uma forma aleatória, conforme as pressões da opinião pública. Ora esta Câmara só se mexe conforme as críticas do momento, não segue um plano, um método ou um rumo de acção. O que interessa é ir apagando aqui ali os “fogos” que vão aparecendo ou vão sendo denunciados nas páginas dos jornais.
Isto que se passou na Zona Velha mostra inquestionavelmente que o Prof. Paulo Cafôfo dispensou o ex vereador Canha por outras razões, que agora a opinião pública vai sabendo, que na verdade era a pressão que os grandes interesses desta terra faziam sobre a sua firme e justa actuação em favor da transparência e moralização da administração pública, e não aquela fantasiosa e mentirosa justificação dos “comerciantes perseguidos”.
Com esta atitude de dispensar vereadores experientes, que eram as traves mestres do projecto “Mudança”, Paulo Cafôfo deitou para o lixo mais de dez anos de luta anti-regime e fiz desacreditar a confiança dos cidadãos numa alternativa política que não seja a habitual e corrupta “laranjada” do PPD.