João Freitas “Ser acionista do grupo Espírito Santo abre portas em todo o mundo”, este foi um dos títulos de capa do Expresso – Economia, da entrevista ao Presidente da Prebuild, João Gama Leão (7 Dez 2013). “O grupo Prebuild tem 43 empresas, mais de 5 600 colaboradores, opera em 11 países e exporta para meia centena de mercados, tendo faturado 632,14 milhões de dólares, em 2012” (ibid.). A boa reputação tem essa capacidade de promover indivíduos e instituições.... Sabemos das recentes notícias que a boa reputação do GES/BES tem sido muito afectada.... O Expresso revelou que o BES-Angola emprestou 5,7 mil milhões de dólares sem que seja conhecido a quem. Na mesma edição (7 Jun), Pedro Guerreiro no seu artigo de opinião sobre o assunto concluía: “Mais do que sucessão, o BES precisa de regeneração. O poder chegou a ser maior do que nunca. Mas não foi para sempre. A ganância, é sempre a ganância...”. Nicolau Santos, no seu artigo de opinião, referiu: “Em meados de 2013, quando se soube que Ricardo Salgado tinha recebido uma comissão de 8,5 milhões de euros de um construtor civil por causa de um qualquer serviço que lhe terá prestado em Angola, nesse mesmo dia o Banco de Portugal deveria tê-lo declarado pessoa não idónea para se manter à frente do banco verde.” (Expresso, 14 Jul) O Professor Viriato Soromenho Marques escreveu num seu artigo de opinião que, desde o Lehman Brothers aos GES/BES, “os personagens que causaram a catástrofe não são nobres. São, na verdade, gente grotescamente banal.” E concluiu que “desde 2008, foram afectadas centenas de milhões de pessoas, pela desmesura de algumas centenas de figurões do sistema financeiro mundial. Dezenas de milhões perderam os empregos, e viram a sua integridade física e psicológica molestada. Por último, não houve qualquer catarse. Estas criaturas menores compraram imunidade total, porque têm entre os seus activos as leis e os governos que os poderiam levar a juízo.” (DN, 16 Jul)