Juvenal Pereira Terminado o “mundial” e já esquecida a triste e vergonhosa participação da nossa Seleção Nacional – se bem que se deveu ao Sr. Paulo Bento ter-se equivocado ao julgar que se tratava dum campeonato mundial para aleijados – assentamos a cabeça no lugar e, procuramo-nos informar, se esta coisa das pessoas estar bem ou mal de vida tem algo a ver com a política.
E não é que tem, Virgem Santíssima!
A razão dos povos andarem permanentemente aflitos, deve-se, em grande parte, ao comportamento dos políticos…especialmente daqueles que, obstinadamente, vêm na política a sua única forma de vida!
É deprimente o que sobre este tema tomamos conhecimento.
A política chega a ter o efeito de uma droga para este tipo de gente.
Fá-los sentirem-se virtuosos, deslumbrantes, famosos, cativantes, competentes, indispensáveis, inteligentes, imprescindíveis e, sobretudo, insubstituíveis.
Esta “doença” atinge algumas pessoas de meia-idade e vai até aos que já “batem as botas” pelos quatro cantos da cidade.
Uma verdadeira calamidade!
A “droga da política” como é conhecida, ainda é mais perigosa do que todas as outras de trazer cá por casa.
Essas - enquanto estão sob efeito – deslumbram e faz sentir que está no céu qualquer sujeito, pondo-o contudo muito mal assim que volte ao seu normal.
A “droga da política” põe mesmo o homem (ou mulher) bem de vida.
Dá-lhe um espírito de ganância desmedido e, em pouco tempo, pode levar um indivíduo de muito pobre a muito rico.
Dá-lhe imóveis, soberbos automóveis, visitas a paragens paradisíacas, contas bancárias altíssimas, bom comer e beber e… tudo o que acaba em “er” que não vale a pena aqui descrever!
Esta “droga” é uma maldição, que atinge não só alguns políticos que governam, como muitos da chamada OPOSIÇÃO.
É por isso que quando vimos certos (destes) senhores com a petulância de engenheiros e doutores ou arvorados em seres superiores, não devemos blafesma-los, denegrilos, insulta-los. Como cristãos temos o dever de deitar-lhes a mão, ter compreensão e, se possível, trata-los.
É verdade que alguma da riqueza é gerada por práticas vis e condenáveis e que às vezes vem-nos à ideia de o melhor seria metê-los na cadeia, até porque, posteriormente, ela é paga à custa da exploração e da pobreza, mas, ainda assim, a sociedade tem de ter dó e piedade, pois toda a gente sabe que o mal é da cabeça.
Finalmente, em meados de Março passado, chegou ao mercado, um medicamento que vai tratar destes doentes em pouco tempo.
Não sei se a origem é da China ou do Japão, mas traduzido em português dá pelo nome de “ABSTENÇÃO”.
Inicialmente, cria nos pacientes, uma apetência para brigas e desentendimentos, mas, aos poucos, nota-se um abrandamento.
Só que, o” desmamo” pode levar mais de um ano.
Ainda assim, se é para acabar com esta praga, mesmo que leve mais algum tempo, já podemos pôr uma velinha ao Santíssimo Sacramento.
Só que, não esqueçamos, a sociedade tem de fazer a sua parte!