Na passada quinta-feira – dia 17 – apresentei formalmente a minha candidatura a Presidente do PSD/M.
Tomei essa decisão por um imperativo de consciência e por minha exclusiva responsabilidade.
Decidi fazê-lo como cidadão livre, enquanto militante de um partido democrático, liberto de quaisquer condicionalismos.
Este meu compromisso emerge apenas da vontade de prestar um serviço à nossa Madeira.
Não me move qualquer animosidade pessoal seja contra quem for – companheiros de partido, militantes de base e dirigentes.
A minha candidatura pauta-se por uma dinâmica de renovação, mas sem qualquer sinal de sectarismo.
Candidato-me a pensar no futuro da Região.
Na necessidade de melhorarmos com urgência as condições de vida do nosso Povo e travar a dinâmica de retrocesso social, os angustiantes problemas das famílias e dos agentes económicos, a acelerada degradação dos valores comunitários e de solidariedade.
Candidato-me porque estou convicto que esta é uma candidatura para fortalecer o PSD/M e liderar a renovação política que a Região precisa e que os Madeirenses e Portosantenses querem.
Candidato-me a pensar no futuro das Novas Gerações – as mais qualificadas de sempre – sendo necessário mobilizá-las para vencermos as actuais adversidades e levarmos por diante um novo quadro de desenvolvimento onde a cultura, a educação, a formação, a inovação, a criatividade, a modernização tecnológica e a inserção nas redes globais, são traves mestras para garantir o emprego e a nossa futura sustentabilidade.
Candidato-me porque recuso um PSD/M enfraquecido e prostrado, em perda crescente de credibilidade junto da população, e porque sei que somos capazes de reunir vontades, mobilizar energias e construir compromissos para uma nova agenda política capaz de suscitar um novo horizonte de esperança para o nosso Povo.
Candidato-me porque os tempos não permitem promessas fáceis e resultados instantâneos, mas é evidente que o combate à pobreza, ao desemprego e às desigualdades é actualmente uma política prioritária que dá sentido à nossa vida comum e a uma social democracia centrada nas pessoas.
Candidato-me porque estou convicto que um PSD/M renovado, aberto à sociedade, com um novo conjunto de objectivos políticos realistas, terá condições e energia para submeter a sufrágio popular um novo programa de governo e emergir nas próximas eleições como um partido liderante e eleitoralmente maioritário, apto a vencer os desafios do novo ciclo político.
Miguel Albuquerque