Infelizmente, raras vezes o poder político regional e municipal reconheceram com atos concretos o trabalho dos bombeiros, enquanto profissão de alto risco ao serviço das populações e do património florestal e edificado. Ainda recentemente e uma vez mais, a direção da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais e o respetivo sindicato estiveram na Madeira sensibilizando os partidos com representação parlamentar na ALM, para a necessidade de adaptar à Região a Lei nacional que eleva estes profissionais à categoria de sapadores. Esta é uma reivindicação antiga e um justo reconhecimento por tudo o que estes homens e mulheres têm feito pela Região e pelas populações. Refira-se a propósito que estes profissionais e voluntários são hoje chamados a intervir em quase todas as áreas da proteção civil, nomeadamente no combate a incêndios florestais e urbanos, incidentes com materiais perigosos, incêndios industriais, resgates de montanha e no mar, socorro médico às populações e no transporte e primeiros socorros a partir das residências. Todos se recordam por exemplo do empenho destes profissionais no socorro às populações e seus bens aquando dos temporais de 20 de Fevereiro de 2010, com o risco das suas próprias vidas, como veio infelizmente a verificar-se. Por isso, não é aceitável que ainda hoje os bombeiros da Região não tenham uma carreira profissional definida e respetivas progressões através dos seus acordos coletivos de trabalho. Espera-se que os deputados na ALM, sobretudo a maioria PSD, não sejam uma vez mais insensíveis à adaptação da legislação nacional à Região de modo a valorizar e reconhecer o trabalho de risco destes homens e mulheres em todos os concelhos da madeira.

João Isidoro, Presidente do MPT-M