Menos impostos, mais emprego e melhores pensões são os desejos das famílias madeirenses. Melhor governo, menos gastos públicos, mais receitas, máximo rigor e total transparência são exigências imprescindíveis que se fazem a quem lidera a vida política regional.

Neste percurso que iniciei com a minha candidatura à liderança do PSD-M, apresentei um programa com os principais temas de preocupação da governação. Tratando cada um dos aspectos acima enunciados.

Á cabeça, um programa de flexibilidade fiscal propondo a criação de um quadro fiscal próprio criando um modelo competitivo e semelhante ao das praças internacionais concorrentes. Na minha opinião, essa fiscalidade reduzida favoreceria as empresas estrangeiras que se instalassem na Madeira mas, ao contrário de agora, também seria aplicado, com as mesmas vantagens, às empresas madeirenses. Os trabalhadores madeirenses seriam também beneficiados com os mesmos níveis fiscais.

A receita fiscal da Madeira mais do que duplicaria mesmo baixando os impostos das famílias e das empresas madeirenses, pela simples razão de que, com fiscalidade reduzida e competitiva, em vez de mil e seiscentas empresas estrangeiras teríamos, facilmente, mais de dez mil. Esta é uma estimativa pessimista já que cada uma das praças europeias idênticas, têm mais de vinte mil empresas registadas. Porque será que a Madeira teria menos ? Não teria e posso-vos garantir isso.

Em números redondos, a Madeira arrecadaria receitas fiscais, às empresas internacionais, muito superiores aos mil e quinhentos milhões de euros que, em minha opinião, é o máximo a que pode chegar a despesa anual da Madeira. Incluindo o pagamento dos juros e da divida pública.

Assim sendo, iríamos baixar os impostos aos madeirenses e melhorar as pensões.

Tudo isto, criaria uma dinâmica na economia da Madeira suficiente para criar os empregos que são necessários. Com remuneração superior à baixa média que temos agora.

Se podemos viver com conforto geral, então vamos optar por continuar esta tristeza económica, financeira e social ?

A continuar com os actuais protagonistas vamos ter mais do mesmo, com os agravamentos consequentes!

Para a actual geração é o enterro do sonho da prosperidade e qualidade de vida satisfatória.

Já viram que nenhum outro candidato enfrenta este tema, dele fala ou tem opinião ?

Em vez disso, ocupam o tempo, que deveria ser de trabalho, em telefonemas com pressões e ameaças sobre os seus “dependentes e subordinados” se não jurarem apoio à candidatura.

Essas criaturas da democracia que temos e que estão no governo, naturalmente, se tivessem solução já a tinham posto em prática. Ainda que sem soluções, continuam no governo regional nem que seja para aparecerem na primeira página do Jornal da Madeira, como se todos os dias estivessem a mudar o mundo.

Dos outros, devo dizer que não esperava diferente.

E temos ainda o “dito cujo”, candidato assumido apenas à liderança do partido, anunciando depois quem escolherá para candidato a presidente do governo. Alberto João Jardim ? Uma hipótese com todos os ingredientes para tanto poder ser confirmada como desmentida.

Neste caso, o poder no partido continuaria no “dito cujo”, com, a suprema diferença de passar a ser patrão do lendário chefe. Seria um “tudo na mesma” muito pior.

Se Jaime Ramos, candidato forçado pela recusa de todas as candidaturas à sua influência, for eleito é caso para reeditarmos a “arca de Noé” para salvaguarda da espécie madeirense ( a humana e as outras ) enquanto esse reinado, certamente de terror político, perdurar. 1 de Julho Hoje é dia para celebrar a Madeira. A Autonomia conquistada e a épica jornada das Comunidades Madeirenses. É o dia de todos nós. Pelo menos assim devia ser.

Quando fazemos um esforço colectivo para celebrarmos o 1 de Julho em conjunto e com a alegria que a importância da sua celebração justifica ?

Uma chaga com responsabilidade de todos os que não tornam possível o respeito pelo nosso dia “nacional”, como parte diversa do País em que podíamos facilmente ser os melhores.

Mas teimamos em mostrar o contrário. Tenho pena !

Miguel de Sousa