Os últimos três anos foram terríveis para quem tem como único sustento o seu salário. Pior ainda para quem, por infelicidade, até o salário perdeu em consequência do aumento do desemprego. Bem têm os governos, de cá e de lá, tentado convencer o povo que os cortes nos salários, nas pensões e nos subsídios de desemprego são necessários para “equilibrar as contas do Estado”. Essa conversa, da inevitabilidade do empobrecimento miserável, pode encher de contentamento meia dúzia de ‘comentadeiros’, pagos a peso de ouro, mas perante a mesa vazia do pobre, o frigorifico sem nada e o nó na garganta de querer matar a fome aos filhos, e não conseguir, é incompreensível tal ‘fatalidade’. E o pobre, o tal que depende do magro salário, da esquelética pensão e do anoréxico subsídio de desemprego, não quer saber de grandes discursos, muitos deles eloquentes, na defesa das “virtudes” da tal saída limpa (?) quando o estómago está vazio e não tem dinheiro para meia dúzia de papo-secos. Esta realidade dura, crua e desumana tem rostos mas tem também responsáveis. Os rostos das crianças famintas, dos velhos deprimidos e dos trabalhadores explorados. Os responsáveis: os partidos do arco da troika, PSD-PS-CDS que levaram o país, a região e as suas gentes ao desespero! Por isso, a futura governação de um país e de uma região tem de romper com as políticas catastróficas destas três forças políticas. Em minha opinião, só uma alternativa de ruptura com as políticas destes três ‘partidos do arco da troika’, responsáveis pelo saque e roubo dos direitos conquistados, pode devolver a esperança aos portugueses e, já nas eleições regionais do próximo ano, aos madeirenses! Estarei nesse combate, com todos/as os/as que anseiam por um novo alvorecer e que defendem um outro modelo de governação! Mas devo deixar claro que não acredito em convergências com aqueles que, no poder, são iguais à direita dos interesses. Para mim, chega!
Roberto Almada Coordenador do BE-M